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Lagarde mantém meta de inflação e prega cautela em decisões do BCE

Lagarde avalia incertezas e cobra cautela antes de decisões de política monetária, mantendo a meta de inflação de dois por cento no médio prazo

Christine Lagarde — Foto: Michael Probst/AP
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  • Christine Lagarde afirmou que o BCE fará o que for necessário para que a inflação retorne a 2% no médio prazo, mantendo o foco na estabilidade de preços.
  • Ela ressaltou a necessidade de cautela antes de decisões firmes de política monetária devido à inflação elevada e à incerteza econômica.
  • O choque nos preços do petróleo, se o conflito entre Estados Unidos e Irã se prolongar, pode ampliar o descompasso entre oferta e demanda de energia e retardar a normalização.
  • Até o momento há poucos sinais de grandes disrupções globais, mas há impactos locais, como o preço de combustível de aviação quase dobrando e racionamento em alguns aeroportos desde abril.
  • O espaço fiscal está mais estreito desde a pandemia, o que eleva o risco de comprometer a sustentabilidade fiscal se governos tentarem amortecer todos os choques.

O Banco Central Europeu (BCE) continuará tomando as medidas necessárias para que a inflação retorne a 2% no médio prazo, afirmou nesta segunda-feira a presidente Christine Lagarde. Ela ressaltou o compromisso com a estabilidade de preços da zona do euro e a necessidade de cautela antes de decisões firmes de política monetária.

Lagarde mencionou o desafio de definir a política monetária em um ambiente com choque nos preços do petróleo e incertezas recentes. Ela afirmou que o BCE está preparado para agir assim que as informações essenciais estejam disponíveis, sem pressa para decisões precipitas.

A dirigente comentou que a guerra entre Estados Unidos e Irã aumenta as incertezas, especialmente pela oferta de energia. Em caso de resolução rápida do conflito, o impacto inflacionário poderia ser contido; prolongamento, porém, elevaria a disrupção da oferta e dificultaria a normalização.

O BCE observa sinais de tensões localizadas nas cadeias de suprimento, mesmo que haja poucos indicativos de disrupções globais relevantes. Ainda assim, os preços de combustível de aviação subiram desde o início do conflito, com racionamento em alguns aeroportos desde abril.

A presidente reforçou que famílias e empresas europeias já enfrentaram um choque inflacionário significativo e podem ficar mais sensíveis a novos aumentos de custos. Por outro lado, energia mais cara e menor confiança do consumidor podem reduzir a demanda, limitando ganhos de preços e salários.

Pressões fiscais e cautela orçamentária

Lagarde apontou que o espaço fiscal se estreitou desde a pandemia. Governos que tentem amortecer todos os choques para todos os grupos podem comprometer a sustentabilidade fiscal. A frase guia a atuação macroprudencial do BCE diante de cenários futuros.

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