- Revolut planeja abrir o capital no futuro, sem pressa, com previsão de estrear na bolsa apenas em 2028, segundo o CEO Nik Storonsky.
- A empresa mira valuación em torno de 100 bilhões de dólares após uma nova rodada privada de investidores na segunda metade deste ano. A última avaliação, em 2024, foi de 75 bilhões de dólares.
- O plano de captação envolve investidores já presentes na operação, como Coatue, Greenoaks, Dragoneer e Fidelity, mantendo o uso de novas colocações privadas para liquidez de acionistas existentes.
- Além da bolsa, Revolut acelera expansão internacional, incluindo a busca por licença bancária nos Estados Unidos, para acessar o sistema de pagamentos da Reserva Federal, com objetivo de cumprir o processo em cerca de quatro meses.
- No ano passado, a fintech registrou lucro antes de impostos de 1,7 bilhão de libras, com crescimento de 57% sobre o ano anterior; possui mais de 70 milhões de clientes globalmente, incluindo mais de seis milhões na Espanha.
Revolut planeja abrir o capital, mas sem pressa. O neobanco britânico, com sede em Londres, afirmou que a saída à bolsa deve ocorrer apenas em 2028. O objetivo é manter a empresa como banco, reforçando a confiança do mercado.
Ainda segundo o fundador e CEO Nik Storonsky, a empresa continuará realizando colocações privadas antes de abrir o capital. Essas operações ajudam a oferecer liquidez aos atuais investidores, incluindo colaboradores.
A valuação atual de Revolut gira em torno de 75 bilhões de dólares, após uma rodada privada fechada em novembro do ano passado. A expectativa é chegar a cerca de 100 bilhões de dólares com novas captações privadas previstas para a segunda metade deste ano.
Planos de captação privada e liquidez
Storonsky disse em podcast que a empresa pretende seguir com colocações privadas antes de ir à bolsa. O executivo destacou que esse caminho permite liquidez para acionistas existentes e suporte ao crescimento.
Revolut, que não possui agências físicas, tem mantido uma trajetória de crescimento acelerado desde a última valorização. A empresa trabalha para ampliar a base de clientes e manter a expansão internacional em ritmo constante.
Expansão internacional e licença bancária nos EUA
Nesse contexto de crescimento, a Revolut solicitou, em março, uma licença bancária nos EUA. O objetivo é ter acesso direto aos sistemas de pagamento da Reserva Federal e permitir depósitos segurados, além de oferecer crédito.
Cetin Duransoy, ex-Visa, foi contratado como CEO para os EUA, reforçando o plano de atuação no mercado americano. Storonsky afirmou que o processo pode levar cerca de quatro meses para avançar.
Desempenho financeiro e base de clientes
No ano fiscal anterior, a Revolut registrou lucro antes de impostos de 1,7 bilhão de libras, equivalente a 1,95 bilhão de euros, recorde. O resultado representa um aumento de 57% em relação ao ano anterior.
A empresa informou ter mais de 70 milhões de clientes globalmente, entre eles mais de seis milhões em Espanha. O grupo destaca que, apesar do grande número de clientes, o volume de depósitos e a receita por cliente permanecem baixos em relação aos bancos tradicionais.
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