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Rum de Marie-Galante, pilar da economia local em platô calcário

Rhum agrícola de Marie-Galante, pilar da economia local, avança com premiumização, valorização das tradições e turismo associado

Le domaine de Bellevue est un lieu touristique incontournable à Marie-Galante.
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  • Marie‑Galante sustenta a economia local com rum agrícola, ilha a cerca de trinta quilômetros ao sul da Guadeloupe, com proximidades climáticas e de terroir favoráveis; em 2026 são cerca de dois mil‑e‑quinhentos hectares de cana dedicados à cultura, parte relevante da produção da região.
  • A produção de cana vem em declínio nos últimos anos, com a sucraria de Grand Anse passando de aproximadamente 150 mil para 50 mil toneladas por ano, e o número de planteurs caindo para cerca de 1.300, com idade média de sessenta anos.
  • Existem três distillerias de rum agrícola ativas na ilha — Bellevue, Bielle e Poisson (Père Labat) — que hoje absorvem cerca de trinta por cento do tonelagem de cana processada em Marie‑Galante, apoiando a economia local e o turismo de autenticidade.
  • A Bielle enfatiza qualidade com produção de canne biologique e poucos prensaagens, destacando o rum monovariétal Grise (59% vol) e mantendo o maior estoque de rum velho da ilha; a distilaria prioriza aromas nobres.
  • A distillerie Poisson, proprietária do rum Père Labat, foi adquirida por um grupo francês, com a cuvée Soleil (55%) amadurecida por seis meses em foudres; a Domaine de Bellevue é a maior unidade da ilha, com produção anual de até 1,6 milhão de litros a 50%, combinando mecanização, um moinho a vento restaurado e foco em bebidas brancas para uso em drinks como o ti punch.

A produção de rum agrícola continua a sustentar a economia de Marie-Galante, apesar do declínio da lavoura de cana. A ilha, a cerca de 30 km ao sul da Guadeloupe, preserva uma tradição que ainda atrai visitantes e produtores locais. A qualidade das bebidas ganhou reconhecimento entre especialistas e amantes.

O território mantém um patrimônio de mais de 70 moinhos históricos, hoje desativados, e uma única usina ainda em atividade, a de Grand Anse. Em 2026, aproximadamente 2.500 hectares são dedicados à cana na ilha, parte de um total regional próximo de 14 mil hectares. Clima e solos favorecem o cultivo.

Para entender o cenário, é essencial considerar a cadeia produtiva. As três distilarias ativas em Marie-Galante — Bellevue, Bielle e Poisson — respondem por cerca de 30% do volume de cana processada na ilha, segundo especialistas locais. A valorização do rhum ajuda a manter empregos e tradições.

Entre os fatores de mercado, a baixa rentabilidade do modelo tradicional de açúcar impulsiona mudanças. A produção na Grande Anse reduziu-se de cerca de 150 mil para 50 mil toneladas anuais, e o número de canavieiros caiu de 1.700, em 2015, para cerca de 1.300 hoje. A idade média dos produtores é elevada.

Destaques das destilarias

A Bielle ganhou notoriedade por práticas de canne biologique e por reduzir pressagens para preservar aromas. Seu portfólio inclui rum monovariétal Grise, conhecido pela riqueza aromática e a preservação de traços da cana sem aditivos.

A Poisson, casa do rum Père Labat, foi adquirida por um grande grupo de bebidas, com operações que mantêm as experiências históricas da marca. A novidade envolve investimentos que podem ampliar a presença dos rums premium da ilha.

A Domaine de Bellevue, maior unidade da ilha, produz cerca de 1,6 milhão de litros anuais a 50% Vol. desde 2023. A prática atual favorece a colheita mecânica para manter a cana fresca, com moagem em quatro moinhos e fermentação longa para realçar o sabor.

Caminhos para o futuro

O rhum de Marie-Galante é visto como alavanca para a premiumização do setor, aliado ao turismo de espírito e à valorização das tradições locais, como a coupe à main e o transporte de cana em carros de boi. A continuidade da qualidade pode atrair turistas e incentivar novas gerações de produtores.

Especialistas destacam que manter a identidade da ilha — incluindo técnicas artesanais e terroir único — é crucial para ampliar o apelo internacional. A região aposta na combinação entre tradição e modernização para manter o Rhum comme pilier da economia local.

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