- A mineradora Serra Verde fechou acordo de quinze anos para fornecer toda a produção da primeira fase de sua mina a um veículo de propósito específico apoiado pelo governo dos EUA e por investidores privados.
- O acordo prevê pisos de preços para quatro terras raras usadas em ímãs permanentes: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, com o mesmo preço mínimo para NdPr de US$ 110 por quilograma.
- Os pisos incluem preços para disprósio e térbio, com US$ 575 por quilograma para disprósio e US$ 2.050 por quilograma para térbio.
- A iniciativa faz parte de um movimento ocidental para reduzir a dependência da China, que domina cerca de noventa por cento da produção global de terras raras processadas.
- A Serra Verde participa do acordo num contexto de esforços dos EUA para fortalecer a cadeia de suprimento de terras raras, com a MP Materials já tendo recebido piso de preço similar no ano anterior.
A mineradora brasileira Serra Verde fechou um acordo para ser adquirida pela USA Rare Earth e, ao mesmo tempo, garantiu pisos de preços para quatro terras raras magnéticas. O acordo de fornecimento tem duração de 15 anos com o governo dos EUA e investidores privados. A informação foi apresentada nesta segunda-feira.
O objetivo é nivelar as condições de competição com a China, atual dominadora do mercado de terras raras. Países ocidentais buscam desenvolver cadeias produtivas domésticas para itens estratégicos de energia, eletrônicos e defesa.
A Serra Verde informou que a produção da primeira fase da mina será destinada a um veículo de propósito específico apoiado pelo governo americano e por fontes privadas. O modelo prevê participação compartilhada em ganhos.
Contexto estratégico
As terras raras contempladas incluem NdPr (neodímio e praseodímio), disprósio e térbio, usados em ímãs permanentes, veíulos elétricos, turbinas eólicas, drones e defesa. O preço mínimo do NdPr ficou em US$ 110 por kg.
O acordo estabelece pisos de US$ 575 por kg para disprósio e US$ 2.050 por kg para térbio. O preço do NdPr já está alinhado ao piso de US$ 110 por kg, segundo a apresentação.
A China responde por cerca de 90% da produção global processada de terras raras. EUA, Europa e outras nações trabalham para ampliar produção doméstica e reduzir dependência externa. Em 2024, a MP Materials recebeu piso similar, fortalecendo o movimento.
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