- Stablecoins saem do nicho cripto e ganham espaço no Brasil em pagamentos internacionais, turismo, comércio exterior e gestão de caixa de empresas.
- A principal vantagem é o custo: câmbio tradicional tem IOF, stablecoins não têm, o que impulsiona seu uso entre negócios (B2B).
- Plataformas como Bloquo, Jeeves e TCR Finance atuam ampliando adoção para turismo e transações internacionais, incluindo operações com Bolívia.
- Na prática, empresas podem usar stablecoins para transferir recursos, pagar serviços no exterior e manter caixa em moeda forte; a TCR cita aumento de 10% a 15% nas operações e 25% na base de usuários entre março e abril, com Paraguai respondendo por cerca de 60% do fluxo.
- Estudo da Iporanga Ventures aponta volume regional de stablecoins atreladas a moedas locais em US$ 4,8 bilhões em 2025, com 84% do volume vindo de participantes institucionais; mais de cinquenta corretoras digitais e cerca de vinte emissoras atuam no Brasil.
As stablecoins estão ganhando espaço no Brasil para além do nicho cripto. Sem IOF, os tokens com paridade em dólar e real passam a movimentar pagamentos internacionais, turismo e gestão de caixa de empresas. A tendência ganha força no ecossistema corporativo.
A Bloquo, provedora de câmbio via blockchain, aponta mudança no perfil da demanda: operações entre empresas ganham peso. Empresas B2B utilizam stablecoins para transferências e câmbio, reduzindo custos em relação ao câmbio tradicional.
Para o CEO da Bloquo, Carlos Russo, o câmbio tradicional implica impostos como o IOF, enquanto as stablecoins não sofrem esse encargo. A vantagem é a eficiência de custo nas operações entre negócios.
Gustavo Goreinstein, CEO da Jeeves no Brasil, confirma a redução de custos como fator de adesão. Mesmo com equiparação tributária, as stablecoins mantêm velocidade e reduzida intermediação em pagamentos internacionais.
Segundo Russo, a demanda já está presente em turismo internacional e comércio exterior. Agências de viagem recorrem às stablecoins para contratar serviços no exterior, como passagens e hospedagem.
A TCR Finance, outra player, descreve uso de stablecoins para facilitar pagamentos no exterior. O sistema converte valores via Pix em dólar digital para envio internacional, aumentando a usabilidade além da função de investimento.
Márcio Souza, CTO da TCR, afirma que a adoção cresce por agilidade, menor custo e menos fricção. Entre março e abril, houve alta de 25% na base de usuários, com o Paraguai respondendo por cerca de 60% do fluxo.
A-Iporanga Ventures, em estudo sobre stablecoins na América Latina, aponta volume transacionado de US$ 4,8 bilhões em 2025, com projeção de US$ 6 bilhões ao fim do ano. A participação institucional no volume subiu de 5% para 84%.
Para o mercado, as stablecoins aparecem como pagamento e reserva de valor em dólar. Clientes passam a manter caixa em moedas fortes e a usar o ativo para transações internacionais, em vez de apenas investimento.
A Jeeves, sediada no México, passou a oferecer stablecoins para facilitar o fluxo cross-border. A empresa atende 25 países e trabalha com equipes financeiras que movem recursos entre geografias distintas.
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