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Tesouro Direto: tensões em Ormuz levantam dúvidas sobre o momento de prefixar

Tensões em Ormuz elevam juros de prefixados e renovam dúvidas sobre travar carteira, com petróleo em torno de US$ 95 e pressão inflacionária global

Renda fixa volta a reinar com taxa Selic alta — Foto: Getty Images
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  • Títulos do Tesouro Direto operam em alta moderada, com foco nos vencimentos de curto e médio prazo (2029 a 2031).
  • Prefixados subiram levemente: o 2029 passou de 13,15% para 13,19%; IPCA+ 2032 manteve queda recente, em torno de 7,44%.
  • O movimento acompanha a volta de tensões no Estreito de Ormuz, após a apreensão de navio iraniano e sinalização de controles ao tráfego.
  • O petróleo voltou a subir para perto de US$ 95 por barel, pressionando juros futuros e repondo parte do alívio do fim de semana.
  • Perfil de investimento: para quem busca menor volatilidade, o IPCA+ 2032 é a opção mais robusta; para quem quer travar taxas, ainda há prêmio relevante acima de 13% ao ano no prefixado, dependendo do horizonte e de cenários geopolíticos.

O Tesouro Direto opera em alta moderada nesta segunda-feira (20), com ganhos concentrados nos vencimentos curtos e médios, entre 2029 e 2031. A sessão acompanha a retomada da tensão entre EUA e Irã, que derrubou o alívio previo nas taxas.

O movimento ocorreu após a apreensão de um navio iraniano pela Marinha dos EUA e sinais de controles de Teerã sobre o tráfego pelo Estreito de Ormuz. O fato reacende preocupações com o fluxo de petróleo e gás, impactando juros e inflação.

O Williams de Ormuz continua instável: o tráfego mundial pelo estreito, responsável por cerca de um quinto dos embarques globais, não voltou ao normal. A volatilidade geopolítica pressiona preços do petróleo, com contratos na casa dos US$ 95 por barril.

Entre os títulos, o Tesouro Prefixado 2029 subiu de 13,15% para 13,19%. Já o Tesouro IPCA+ 2032 avançou pouco, até 7,44%, após ter recuado a 7,41% na sexta. O movimento reflete o ambiente de risco e o custo de oportunidade.

Contexto de curto prazo

Com o retorno de tensões, investidores passaram a questionar se vale prefixar a carteira de renda fixa. Quem esperou na sexta, quando as taxas estavam mínimas, viu a mobilidade de juros se manter neste início de semana.

A janela de oportunidade depende do cenário geopolítico. Caso haja novo agravamento, os prêmios podem subir, elevando os rendimentos. Um acordo rápido, por outro lado, tende a comprimir as taxas.

Perspectivas para longo prazo

Para quem busca menor volatilidade, o IPCA+ 2032 surge como opção mais estável frente a choques do petróleo, pois a inflação é protegida pelo indexador. O crédito de curto prazo tende a reagir mais rapidamente a mudanças no mercado de commodities.

Mercado financeiro projeta que o Copom pode ajustar a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima reunião de abril. Enquanto isso, contratos de juros com vencimentos mais longos seguem em trajetória de queda, sinalizando confiança na continuidade de cortes.

  • Fonte: base de conteúdo enviada
  • Creditações: não inserir contatos de outros portais

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