- O CEO da BlackRock, Larry Fink, disse em carta aos investidores que o velho modelo do capitalismo está se fragmentando, com a riqueza cada vez mais concentrada e a IA podendo ampliar a desigualdade.
- O alerta acompanha relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, de dezembro de 2025, que prevê ganhos de produtividade de até 5% em alguns setores nos próximos dois anos, mas aponta risco de até 40% dos empregos serem impactados pela IA.
- O relatório da ONU também indica que a IA pode ampliar a desigualdade entre países e dentro das próprias sociedades.
- No podcast, Natuza Nery entrevista o economista Eduardo Giannetti da Fonseca para discutir o impacto da nova revolução tecnológica no modelo econômico e na desigualdade.
- Giannetti afirma que vivemos o fim do ciclo da globalização e aponta a necessidade de mais políticas públicas para enfrentar as pressões econômicas provocadas pela IA.
O CEO da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, enviou em março uma carta aos investidores prevendo que “o velho modelo do capitalismo está se fragmentando”. O documento aponta concentração de riqueza e indica que a IA pode ampliar a desigualdade.
A projeção está alinhada a relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgado em dezembro de 2025. O estudo aponta ganhos de produtividade de até 5% em alguns setores, mas estima que a IA pode afetar até 40% dos empregos globais e ampliar desigualdades entre países e dentro de sociedades.
No episódio, a jornalista Natuza Nery entrevista o economista Eduardo Giannetti da Fonseca para analisar o impacto da nova revolução tecnológica no modelo econômico. Giannetti define o momento histórico como o “fim do ciclo da globalização” e aponta pressões por políticas públicas mais eficazes.
Convidado: Eduardo Giannetti da Fonseca, economista, professor e escritor. O podcast O Assunto é produzido por jornalistas e contou com a colaboração de Nayara Felizardo, com apresentação de Natuza Nery.
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