- Mais de dois mil voos programados para maio foram suspensos no Brasil devido ao aumento dos preços do petróleo.
- A previsão é de um novo reajuste de cerca de vinte por cento para o dia primeiro de maio.
- Amazonas, Pernambuco e Goiás são os estados mais impactados, com rotas consideradas menos rentáveis.
- O professor James Waterhouse, da USP, afirma que a medida é típica de crises, associada ao aumento das passagens.
- O professor alerta que, globalmente, companhias podem não suportar o novo patamar de preço do petróleo, com efeitos sobre viagens a trabalho e turismo.
Mais de 2.000 voos programados para maio foram suspensos no Brasil em razão do aumento nos preços do querosene de aviação. A expectativa é de novo reajuste próximo de 20% para o dia 1º de maio, afetando rotas consideradas menos rentáveis.
Amazonas, Pernambuco e Goiás aparecem entre os estados mais atingidos, com várias rotas reduzidas ou canceladas. A variação nos custos de combustível pressiona as operações e pode alterar a malha aérea de algumas companhias.
Especialista da USP, James Waterhouse, afirma que a estratégia de reduzir voos costuma ocorrer em momentos de crise, junto ao reajuste de tarifas. Ele acrescenta que, mesmo com o combustível, a situação global segue peculiar em alguns lugares.
A crise no setor aéreo, já abalada pela pandemia, pode ter efeitos inflacionários mais amplos. O aumento do petróleo eleva custos de produção e pode impactar preços de serviços e itens ligados ao transporte.
Ao que tudo indica, o cenário atual tende a provocar realinhamentos no mercado global de aviação. Empresas do Oriente Médio praticamente reduziram atividades, sinalizando possíveis alterações de rotas e de ofertar de voos.
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