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Apenas um terço dos brasileiros quer dirigir carros elétricos, aponta estudo

Ipsos: apenas 36% dos brasileiros se interessam por carros elétricos; infraestrutura precária e poucos pontos de recarga freiam o crescimento no país

Os desafios de infraestrutura ainda atrasam o crescimento do setor (Leandro Fonseca/Exame)
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  • Estudo da Ipsos com 31 países mostra que 47% dos entrevistados se dizem atraídos a dirigir veículos movidos a eletricidade, e o Brasil fica em 11º lugar, com 36% de interesse.
  • No mundo, o interesse por VEs é menor nas grandes economias e maior em emergentes, especialmente na Ásia e América Latina.
  • No Brasil, mercado de eletrificados fechou 2025 com 223.912 unidades vendidas, alta de 24% ante 2024, representando 9% das vendas de veículos leves no ano.
  • Infraestrutura ainda trava o setor: poucos carregadores, concentração no Sul/Sudeste e capitais e uso predominante de carregadores lentos.
  • No front regional, China é o país com maior adesão (67% mostram interesse) e teve mais vendas de elétricos e híbridos plug-in que carros a combustão em 2025; já a rede de recarga chinesa é muito mais robusta que a brasileira.

A Ipsos mostrou que o interesse de brasileiros em dirigir veículos elétricos ainda é limitado. Em 31 países pesquisados, 47% afirmaram ter atração por carros movidos a eletricidade, mas no Brasil esse índice ficou em 36%. O estudo Mobility Report aponta variações entre economias maduras e emergentes.

A pesquisa aponta que a baixa adesão no Brasil decorre principalmente de infraestrutura e custo. A rede de recarga é insuficiente e concentrada em Sul, Sudeste e capitais, dificultando viagens longas e deslocamentos pelo interior.

No Brasil, o mercado de veículos elétricos fechou 2025 com 223.912 unidades vendidas, alta de 24% ante 2024, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. A participação dos elétricos nas vendas de leves foi de 9%.

A adoção é mais intensa em países com rede de recarga robusta. Na China, 67% se dizem atraídos por veículos a bateria, e 73% acreditam que muitos consumidores os adotarão nos próximos cinco anos. As políticas públicas ajudam na expansão.

A China encerrou 2025 com cerca de 16 milhões de postos de recarga, enquanto o Brasil soma em torno de 15 mil pontos. A atualização aponta a diferença de disponibilidade entre os sistemas de abastecimento.

Ainda no Brasil, a infraestrutura de carregamento lento aumenta o tempo de recarga, reduzindo a praticidade para uso diário e viagens. O estudo destaca necessidade de expansão de pontos e melhoria da velocidade de recarga.

Entre os grupos, mulheres da geração Baby Boomer mostram menor interesse: 31% frente 39% entre homens da mesma faixa etária. A média geral no Brasil fica em 54% de atração por veículos elétricos.

O relatório também indica que a atratividade cresce em economias emergentes da América Latina e da Ásia, em contraste com grandes economias, onde o apelo é menor. O deslocamento entre regiões varia conforme infraestrutura e preço.

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