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Banco do Japão mantém taxa de juros inalterada na próxima semana

Banco do Japão deve manter taxa de juros em 0,75% na próxima semana, avaliando impacto da alta do petróleo e projeções de inflação do ano fiscal

Sede do Banco do Japão (BoJ) — Foto: Bloomberg
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  • O Banco do Japão deve manter a taxa básica de juros em 0,75% na próxima semana, para avaliar impactos do petróleo do Oriente Médio provocados pelo conflito entre EUA, Israel e Irã.
  • A instituição vinha considerando elevar a taxa para 1% na normalização gradual, mas o aumento ficará para a reunião de 15 e 16 de junho.
  • Embora alguns membros possam propor alta na próxima semana, a maioria deve manter a política inalterada por enquanto.
  • O BoJ deve revisar para cima a projeção de inflação para o atual ano fiscal, considerando os reajustes de preços espalhados entre fornecedores, impulsionados pela alta do petróleo.
  • Em janeiro, a projeção de inflação ao consumidor sem alimentos frescos era de 1,9% para o ano fiscal em curso; o Brent estava em torno de US$ 95 por barril na terça-feira, acima dos US$ 70 anteriores aos ataques.

O Banco do Japão deve manter a taxa básica de juros em 0,75% na próxima reunião de política monetária, prevista para os dias 15 e 16 de junho. A instituição prefere ganhar tempo para avaliar o efeito das interrupções no fornecimento de petróleo no Oriente Médio, agravadas pelo conflito entre EUA, Israel e Irã.

A decisão ocorre diante de pressões inflacionárias e da trajetória de normalização da política monetária, que já ficou acomodativa por décadas. A possibilidade de elevação para 1% foi discutida em março, mas não avançou por ora.

Muitos membros da entidade devem optar pela manutenção da taxa, segundo sinais de linguagem dos últimos indicadores. A instituição também pode revisar suas projeções para a inflação no atual ano fiscal, que teve início neste mês.

O Brent estava em torno de US$ 95 o barril na terça-feira, desempenho acima do nível de cerca de US$ 70 observado antes dos ataques de 27 de fevereiro. A alta de preços de energia influencia a leitura sobre a demanda interna e o poder de compra dos consumidores.

Alguns membros do conselho defendem que o choque de preços pode impulsionar negociações salariais. Por outro lado, lucros corporativos mais baixos, com custo de energia elevado, podem restringir reajustes sursalariais e inflação subsequente.

A decisão do BoJ seguirá a evolução de fatores externos e domésticos, incluindo o desempenho econômico do Japão e as expectativas de inflação de curto prazo. O banco monitora ainda o impacto dos reajustes de preços entre fornecedores e a recuperação gradual da atividade econômica.

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