- Banco Master desocupou o Auri Plaza Faria Lima, na Vila Olímpia, devolvendo ao mercado cerca de 14 mil m² de lajes; o contrato terminou em meados de abril.
- O edifício retorna ao mercado como bloco único, com área entre 14 mil m² e 14.446 m², considerado raro para a região.
- A vacância de escritórios de alto padrão na Vila Olímpia era de 15,3% no primeiro trimestre; com a devolução, a taxa pode chegar a cerca de 20%.
- Consultorias apontam que o movimento pressiona os aluguéis na região, com estimativas de aumento da vacância variando conforme a metodologia.
- Sobre valores, o Banco Master pagava aproximadamente R$ 2,9 milhões por mês pelo edifício, enquanto o preço médio de aluguel na região fica em torno de R$ 152,9 por m², alta de 7% no trimestre.
O Banco Master desocupou o Auri Plaza Faria Lima, na Vila Olímpia, devolvendo ao mercado cerca de 14 mil m² de lajes corporativas em um único endereço. O contrato do edifício encerrou-se em meados de abril, abrindo espaço para uma área grande, rara na região de alto padrão de São Paulo.
A desocupação coloca em foco um imóvel monousuário que, até então, funcionava exclusivamente para o banco desde 2024. Com a devolução, o ativo retorna ao mercado com uma área entre 14 mil m² e 14.446 m², dependendo da base de referência utilizada. A variação não altera o impacto do movimento, já que continua sendo um bloco contínuo e de grande porte na Vila Olímpia.
Essa operação tende a influenciar a dinâmica de vacância na região, que já apresentava 15,3% no primeiro trimestre, segundo a Newmark citada pelo Metro Quadrado, com cerca de 50 mil m² vagos. A saída do Master pode elevar a vacância para níveis próximos de 20%.
A SiiLA também aponta efeito relevante, destacando que o movimento pressiona os aluguéis na Vila Olímpia. A Revista Oeste, com base na SiiLA, indica que a vacância de edifícios de alto padrão pode aumentar até 7,2 pontos percentuais, dependendo da metodologia adotada.
A devolução do Auri Plaza também deve impactar valores de aluguel. O Metro Quadrado informa que o Banco Master pagava cerca de R$ 2,9 milhões por mês pelo edifício, enquanto a Revista Oeste cita aproximadamente R$ 3,9 milhões mensais para ocupação integral. Não há confirmação pública única sobre o contrato.
Com o ativo novamente disponível, surgem conversas com interessados do setor financeiro, segundo o Metro Quadrado. A região permanece sob escrutínio de mercado, pois o espaço é visto como premium e pouco comum para a oferta atual de grandes lajes em São Paulo. A operação reforça a pressão por novas negociações e renegociações de contratos na área.
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