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BRB confirma prejuízo de R$ 2,6 bilhões em títulos da Tirreno

BRB confirma prejuízo de R$ 2,6 bilhões com ativos Tirreno; provisão pode chegar a R$ 8,8 bilhões e AGE define plano de capitalização

Assembleia Geral Extraordinária irá deliberar sobre a proposta de aumento do capital social. O preço de emissão das novas ações deve ser fixado em R$ 5,36 - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
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  • O BRB confirmou prejuízo de R$ 2,6 bilhões em ativos adquiridos do Banco Master, com origem nos títulos da Tirreno que não teriam lastro.
  • Ao todo, os ativos da Tirreno somam R$ 21,9 bilhões; a provisão total chega a R$ 8,8 bilhões, sendo R$ 6,2 bilhões referentes a títulos frágeis ou supervalorizados.
  • O BRB realizará Assembleia Geral Extraordinária em 22 de abril para discutir o plano de capitalização da instituição.
  • Parte dos ativos (R$ 20 bilhões) está em negociação com a Quadra Capital; o valor efetivamente negociado, após deságio, é de R$ 15 bilhões, com R$ 4 bilhões pagos à vista.
  • O banco também negocia um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar liquidez e capitalização.

O Banco de Brasília (BRB) confirmou prejuízo de 2,6 bilhões de reais decorrente de ativos adquiridos da Tirreno, empresa ligada a Daniel Vorcaro. A operação totalizou 21,9 bilhões em ativos, dos quais parte não tem lastro, segundo a instituição. Além disso, 6,2 bilhões de reais são classificados como títulos frágeis ou supervalorizados, elevando a provisão total para 8,8 bilhões.

O BRB detalha que os ativos oriundos do Master, avaliados em 21,9 bilhões, estão em diferentes reflexos: 1,9 bilhão absorvido pelo mercado financeiro, e 20 bilhões em negociação com a Quadra Capital. Desse montante, o valor efetivamente negociado com a Quadra ficou em 15 bilhões, com 4 bilhões pagos à vista.

A operação envolve ainda um possível empréstimo de 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A instituição realiza, nesta quarta-feira, uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir plano de capitalização e mudanças no Conselho de Administração, em formato 100% remoto.

Na prática, o BRB planeja reforçar liquidez e capital com a entrada de 4 bilhões, além de buscar outras fontes para sustentar o balanço. A AGE também avalia a emissão de novas ações a um preço de 5,36 reais por papel, por meio de subscrição privada, e a ampliação do teto de ações autorizadas de 720 milhões para 2,5 bilhões.

A agenda da assembleia inclui a homologação de Nelson Antônio de Souza, Joaquim Lima de Oliveira e Sérgio Iunes Brito para o Conselho de Administração, além de apresentar o plano de capitalização. A reunião ocorre às 10h, com participação virtual de acionistas.

Especialistas apontam que o momento exige cautela para restaurar a confiança no BRB. Economistas destacam que o desfecho pode influenciar a percepção de governança e o ritmo de recuperação do banco no curto e médio prazos.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o BRB mantém ações para sua estabilidade. A nota ressalta que a assembleia é tema da governança do BRB e ficará sob a condução do presidente, dentro de suas atribuições.

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