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CEO do Goldman diz que recessão dos EUA pode estar a um tuíte de distância

CEO do Goldman Sachs afirma que recessão nos EUA pode depender da resposta do governo à guerra do Irã nas redes, com risco estimado em cerca de vinte por cento

David Solomon, do Goldman Sachs: risco maior ou menor de uma recessão econômica pode estar 'a apenas um tuíte de distância'. (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
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  • O CEO do Goldman Sachs, David Solomon, disse que o risco de recessão nos EUA pode aumentar “a apenas um tuíte de distância” dependendo de como o governo reagirá à guerra com o Irã nas redes sociais.
  • Economistas do Goldman preveem cerca de 20% de chance de recessão neste ano, ligeiramente acima dos 15% na hipótese base de um ambiente benigno.
  • O comentário reflete a sensibilidade dos mercados a tensões geopolíticas e às publicações de Donald Trump em suas redes sociais.
  • Solomon apontou que é razoável esperar petróleo entre US$ 80 e US$ 100 por barril nos próximos três a seis meses, com risco de chegar a US$ 170 em cenário mais severo.
  • Porta-voz do Goldman Sachs afirmou que Solomon estava fazendo uma piada; os futuros de petróleo subiram cerca de 30% desde o início da guerra, mas hoje ficam em torno de US$ 95.

O chefe do Goldman Sachs afirmou que o risco de recessão nos Estados Unidos pode se intensificar dependendo da reação do governo à guerra no Irã nas redes sociais. David Solomon disse que a possibilidade está a apenas um tuíte de distância, ainda que as previsões atuais apontem para chances relativamente pequenas.

A fala aconteceu durante uma entrevista no Paley Center for Media, em Manhattan. O comentário surgiu em meio à influência das publicações do ex-presidente Donald Trump na percepção dos mercados, especialmente pelas mensagens na plataforma Truth Social.

A assessoria do Goldman negou que Solomon tenha feito uma previsão drástica, indicando que o CEO estava apenas fazendo uma piada estratégica para ilustrar a sensibilidade do ambiente financeiro a declarações públicas. O porta-voz Tony Fratto confirmou o tom descontraído da fala.

Cenário de risco e perspectivas

Economistas do Goldman projetam uma probabilidade de recessão de cerca de 20% neste ano, levemente acima da hipótese básica de 15% em cenário benigno. A avaliação ressalta o ambiente de incerteza gerado por tensões internacionais e volatilidade de mercados.

Solomon apontou que é razoável manter os preços do petróleo entre US$ 80 e US$ 100 o barril nos próximos três a seis meses. Contudo, uma escalada mais intensa do conflito poderia levar a níveis próximos de US$ 170 por barril.

Os futuros de petróleo registraram alta de cerca de 30% desde o início da guerra. Chegaram a quase US$ 120 em março, mas recuaram para perto de US$ 95, com sinais de que o Irã pode negociar com os EUA para encerrar o confronto.

O CEO ainda destacou que a alta sustentável dos custos com energia tende a influenciar os indicadores econômicos divulgados no fim do ano, ampliando o desafio para uma recuperação mais sólida.

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