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Cidade mais gelada do Brasil transforma o frio em negócios

Vinícola com pousada boutique em Urupema, capital nacional do frio, transforma temperaturas negativas em atração turística e economia local

Urupema (SC) leva o título de capital nacional do frio. (Foto: Marcelo Pagani/Acervo pessoal)
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  • Urupema, em Santa Catarina, é reconhecida como a capital nacional do frio, com mínimas de até sete graus Celsius negativos e sensação de até -22°C em áreas altas.
  • O empresário Miguel Milano abriu a Taipas de Urupema, vinícola com pousada boutique, que oferece quatro chalés e deve ter a vinícola concluída até o próximo inverno; a primeira safra comercial ocorreu neste ano.
  • O projeto integra produção e conservação, com chalés bem posicionados na paisagem, isolamento acústico e biodigestores no tratamento de esgoto.
  • A cidade, com pouco mais de dois mil habitantes, tem economia baseada na agropecuária — especialmente maçã, de 26 mil a 30 mil toneladas por ano — e vem aumentando o turismo.
  • O Festival do Papagaio-charão, em abril, atrai visitantes de Estados Unidos, Alemanha e Índia, além de turistas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Urupema (SC) vive seu inverno mais frio como atrativo de negócios. A cidade, reconhecida como a capital nacional do frio, atrai visitantes que buscam experimentar geadas, geadas e temperaturas negativas. Um empresário transformou esse cenário em empreendimento: a Taipas de Urupema, vinícola com pousada boutique.

Miguel Milano, engenheiro florestal natural de Palmital (PR), idealizou o projeto. Ele chegou a Urupema pela conservação do papagaio-charão e pela paisagem de araucárias. A ideia une produção de vinhos com hospedagem destinada principalmente a casais e famílias pequenas.

A vinícola está em fase inicial de produção. A primeira safra comercial ocorreu neste ano, e a construção da vinícola deve ser finalizada até o próximo inverno, segundo Milano. A proposta prioriza integração com a natureza e sustentabilidade.

A Taipas de Urupema agrega vinhedos e quatro chalés. Os chalés são espaçados, com tratamento de esgoto por biodigestores e paisagismo com espécies nativas. Cada detalhe do empreendimento busca combinar turismo e preservação.

Urupema registra cerca de 2,7 mil habitantes, com metade da população na área rural. A economia local é baseada na agropecuária, especialmente na produção de maçã, que alcança até 30 mil toneladas anuais, além da pecuária de corte.

O turismo vem crescendo, ampliado pela pandemia. A cidade, que mantém o título de capital nacional do frio desde 2021, investe em atrativos de baixa temperatura para diversificar a economia. O secretário de Turismo, Antenor Arruda Neto, ressalta o apelo do frio como experiência turística.

No inverno, temperaturas mínimas chegam a 7°C negativos, com sensação térmica de até -22°C em pontos altos, devido a ventos intensos. Fenômenos como o sincelo ajudam a formar paisagens distintas, como cascatas congeladas no Morro das Torres.

A cascata congelada e o sincelo atraem visitantes, que chegam a Urupema de diversas partes do Brasil e do exterior. O secretário aponta que a neve gera impacto imediato na circulação de público e no movimento local. O turismo de observação de aves também é parte da atração.

Mudança de tema: festival e alcance

Entre as atrações, destaca-se o Festival do Papagaio-charão, realizado em abril. A ave migra do Rio Grande do Sul para o pinhão, com revoadas que atraem observadores de vários países. O evento movimenta a agenda turística local e reforça a imagem da cidade como polo de frio.

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