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De office boy a empreendedor com faturamento de 77 milhões

Do office boy que ganhava 150 reais a 77 milhões faturados em 2025, Koria mira 300 milhões até 2030 com expansão de portfólio e parcerias europeias

Renato Valcarengh Nunes, da Koria: "Comecei como office boy e aprendi tudo na prática, no contato com as pessoas e com os problemas reais do dia a dia" (Koria/Divulgação)
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  • Renato Valcarengh Nunes começou como office boy, ganhava R$ 150 por mês e hoje fatura 77 milhões de reais em 2025 pela Koria.
  • A empresa projeta 108 milhões de reais para 2026 e busca chegar a 300 milhões até 2030, com crescimento médio de cerca de 30% ao ano nos últimos seis anos.
  • A Koria consolidou várias marcas sob uma identidade única em 2025, ampliando o portfólio para incluir acessórios de pintura, ferramentas e itens de proteção, sem ampliar a tinta.
  • A estratégia de crescimento foca em três frentes: ampliar acessórios, entrar no mercado de pintura por pó e firmar parcerias com fabricantes europeus.
  • O Koria Summit, realizado em abril de 2026, atraiu palestrantes internacionais e gerou pipeline de negócios de cerca de 10 milhões de reais.

Aos 17 anos, Renato Valcarengh Nunes era office boy em Caxias do Sul e recebia 150 reais mensais. Sem tecnologia, aprendeu o trabalho no dia a dia, lidando com caixas, seguranças e clientes. Hoje, é o CEO da Koria, empresa que fatura milhões no setor de pintura industrial.

A Koria fornece tudo o que uma fábrica precisa para o acabamento de peças, desde cabines até pistolas, filtros e máscaras. Tem clientes como Embraer, Toyota, Scania e Tramontina, com sede em Caxias do Sul (RS) e filial em Araras (SP). O faturamento de 2025 foi de 77 milhões.

Nova identidade e consolidação

Em 2025, a empresa consolidou marcas diversas sob a identidade Koria, após nove meses de avaliação de nomes. A gestão pretende quadruplicar o faturamento até 2030, projetando 300 milhões. O portfólio ampliado deve incluir acessórios, pintura por pó e parcerias com fabricantes europeus.

Nunes reforça que a trajetória começou com venda de filtros por telefone e evoluiu para gestão comercial. O aprendizado veio ao acompanhar o dono da empresa e viajando pelo Brasil, moldando o jeito de vender para cada região.

Crescimento e estratégia

A virada ocorreu após a aquisição de marcas próprias, com participação de Ezequiel Nieto. Em seis anos seguintes, a Koria cresceu cerca de 30% ao ano, mantendo o foco em crescimento orgânico e sem depender de dívidas. A compra de um fabricante de filtros ficou como exceção.

Para sustentar o crescimento, a empresa investe no relacionamento com o cliente, aumentando a recorrência de compras de insumos. Embraer exemplifica: há mais de 30 cabines instaladas e pagamentos antecipados em projetos, mesmo com atrasos.

Além dos negócios: o Koria Summit

Paralelamente ao expansionismo, Nunes lançou o Koria Summit, evento dedicado à pintura industrial, realizado em abril de 2026. O objetivo é discutir tecnologia e tendências do setor, com palestrantes internacionais. O sucesso inicial já respalda a segunda edição em espaço maior.

A estratégia de longo prazo envolve ampliar o portfólio, entrar na pintura por pó e firmar parcerias com fabricantes europeus. Com isso, a Koria mira crescimento sustentável e continuidade na base de clientes.

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