- A Deutsche Telekom avalia fusão com a T-Mobile US para criar a maior operadora móvel por valor de mercado, à frente da China Mobile.
- A ideia envolve uma holding que emitiria ações das duas empresas, com acionistas tornando-se da holding, e possível oferta pública inicial nos EUA e na Europa.
- Valores de referência: Deutsche Telekom em torno de US$ 166 bilhões, T-Mobile em US$ 217 bilhões e China Mobile em US$ 235 bilhões.
- A aprovação depende de governos alemão e americano; o governo da Alemanha detém 28% da Deutsche Telekom e poderia contestar a operação, exigindo concessões como manter parte do negócio na Alemanha e investir nos EUA.
- Reação do mercado: as ações da T-Mobile chegaram a subir até 3% no pregão, mas fecharam em queda de 2%; a Deutsche Telekom caiu cerca de 2,4%.
A Deutsche Telekom avalia a possibilidade de fundir-se com a T-Mobile US, numa operação que criaria a maior operadora móvel por valor de mercado, superando a China Mobile. As conversas estão em estágio preliminar, segundo a Bloomberg.
A Deutsche Telekom deter 53% da T-Mobile. A empresa alemã vale cerca de US$ 166 bilhões na bolsa de Frankfurt, enquanto a T-Mobile está avaliada em US$ 217 bilhões na Nasdaq. A China Mobile vale aproximadamente US$ 235 bilhões.
A proposta envolveria a criação de uma nova holding, que ofereceria ações da Deutsche Telekom e da T-Mobile. Os acionistas de ambas as companhias poderiam tornar-se parte da holding. Em seguida, a holding avaliaria um IPO nos EUA e na Europa.
As conversas já foram discutidas anteriormente, sem evolução nesses momentos. A fusão poderia reduzir o desconto de valuation entre as duas companhias e ampliar a escala para futuras aquisições.
Entretanto, a aprovação regulatória é incerta. O governo alemão detém 28% da Deutsche Telekom e poderia resistir à diluição de seu poder. Nos EUA, o tema exigiria autorização de autoridades de competição.
Para avançar, as empresas teriam de negociar concessões significativas. Entre elas, manter parcela relevante do negócio na Alemanha e investir consideravelmente nos EUA, além de demonstrar benefícios aos investidores.
Politicamente, a negociação depende de apoios em Berlim e Washington. Os órgãos reguladores e os formuladores de política devem avaliar impactos setoriais, competitivos e de emprego.
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