- Enagás comprou 31,5% da operadora francesa Teréga do fundo GIC por €573 milhões; fechamento está previsto para 2026, sujeito a autorizações regulatórias.
- Teréga opera no sudoeste da França com quase 5.100 quilômetros de gasodutos e dois armazenamentos subterrâneos, representando cerca de 16% da rede francesa de transporte de gás e 27% da capacidade de armazenamento; a rede da Teréga se conecta à de Enagás por duas ligações internacionais.
- A empresa também vendeu 40% da Enagás Renovable para Hy24 (fundo de Ardian) por €48 milhões, mantendo 20% da subsidiária.
- A operação de venda de Renovable deve gerar impacto positivo de aproximadamente €9,5 milhões no resultado líquido em 2026; a participação na Enagás Renovable, criada em 2019, visava impulsionar o desenvolvimento do hidrogênio renovável e do biogás.
- No primeiro trimestre, Enagás registrou lucro recorrente de €56,9 milhões, queda de 12,7% frente ao mesmo período do ano anterior; EBITDA foi de €147,6 milhões (-9,9%), enquanto a receita total aumentou 8,2% para €227,4 milhões; dívida líquida fechou em €2.456 milhões.
Enagás fechou acordo para comprar 31,5% do operador francês Teréga por 573 milhões de euros, de acordo com comunicado à CNMV. O negócio envolve o fundo de Singapura GIC. Teréga opera no sudoeste da França com quase 5.100 km de gasodutos e dois armazenamentos subterrâneos, respondendo por cerca de 16% da rede de transporte e 27% da capacidade de armazenamento do país. A transação depende de aprovações regulatórias e deve ocorrer em 2026.
Paralelamente, a companhia informou a venda de 40% da Enagás Renovable à Hy24, fundo da Ardian, por 48 milhões de euros, mantendo 20% na unidade. A operadora prevê impacto positivo de cerca de 9,5 milhões de euros no lucro líquido de 2026.
A Enagás destacou que a participação na Enagás Renovable, criada em 2019, visava impulsionar o hidrogênio renovável e o biometano na Espanha. O grupo iniciou agora um processo de desinvestimento alinhado ao seu plano estratégico 2025-2030, com foco na rede troncal de hidrogênio verde e no cumprimento da separação de atividades conforme norma europeia.
Os resultados do trimestre mostram lucro recorrente de 56,9 milhões de euros, queda de 12,7% ante o mesmo período de 2025. O EBITDA ficou em 147,6 milhões, 9,9% menor, segundo a empresa, devido ao atual marco regulatório. As receitas cresceram 8,2%, para 227,4 milhões de euros. A dívida líquida encerrou março em 2.456 milhões, com custo financeiro de 2,0%.
A companhia informou que a venda de Enagás Renovable não está incluída no lucro deste trimestre e será registrada no segundo trimestre de 2026. Além disso, a gestão mantém a visão de alcançar 235 milhões de euros de lucro líquido anual em 2026.
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