- Em 2024, o endividamento das famílias aumentou, e as apostas eletrônicas aparecem como um dos fatores citados para isso.
- O governo abriu o mercado de apostas, com 113 propostas na fila e expectativa de arrecadar até R$ 3,4 bilhões com licenças; as regras estabeleciam 12% sobre receitas brutas e 15% sobre prêmios.
- Setores da administração alertaram para riscos de crime organizado e distúrbios ligados ao jogo; em 2024, brasileiros perderam R$ 23,9 bilhões em sites de apostas.
- Em setembro de 2024, o presidente Lula comentou sobre a necessidade de regular o tema, citando o endividamento de pessoas mais pobres.
- O governo, em 2026, prepara o Desenrola 2.0, buscando ampliar o programa de renegociação de dívidas, após o sucesso do modelo anterior.
O governo abriu espaço para o mercado de apostas eletrônicas alegando necessidade de arrecadação, enquanto o endividamento das famílias cresce. Em 2024, a previsão era de arrecadar até 3,4 bilhões com licenças, com 113 propostas na fila, metade consideradas plausíveis.
Especialistas e órgãos de segurança alertaram para riscos: infiltração do crime organizado, epidemia de vício em jogos e impactos à saúde pública. Dados apontam que, em 2024, brasileiros perderam 23,9 bilhões em sites de apostas.
Em setembro de 2024, o presidente comentou o tema, vindo a defender regulação por conta do endividamento de pessoas de menor renda. O tom, porém, não impediu avanços na agenda regulatória. A proposta associava apostas ao contexto doméstico e ao crédito disponível.
A articulação governamental destacou a necessidade de regras para o setor, com tributos sobre receitas brutas de 12% e incidência de 15% sobre prêmios, acima de um salário mínimo. A ideia era transformar o tema em fonte de recursos para programas sociais.
Regulação e impactos
O assunto voltou a ganhar relevância com a apresentação de um programa similar ao Desenrola, que já teve edições anteriores voltadas a renegociação de dívidas. A expectativa é ampliar descontos e facilidades de acordo para inadimplentes, sob supervisão da Fazenda.
O debate público permanece aberto: críticos questionam a eficácia de políticas que promovem crédito e apostas ao mesmo tempo, enquanto defensores ressaltam a necessidade de regulamentação para reduzir a informalidade e proteger consumidores.
Em meio a esse cenário, o governo busca equilibrar arrecadação, controle do comportamento de consumo e proteção social, sem abrir mão de instrumentos já em discussão para enfrentar o endividamento da população.
Entre na conversa da comunidade