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Mercedes-Benz: China já não é só barata, agora é qualidade

Mercedes-Benz registra queda de sete dígitos nas vendas na China no primeiro trimestre, mas mira recorde de em Espanha neste ano, com foco em eletrificação e motores de combustão

El presidente y CEO de Mercedes-Benz España en la sede que la marca tiene en Alcobendas (Madrid). Imagen cedida por la empresa.
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  • A Mercedes-Benz teve queda de 27% nas vendas na China no primeiro trimestre, impactando o desempenho global, com matriculações mundiais recuando 6% de janeiro a abril.
  • O presidente executivo, Reiner Hoeps, aponta que a China migrou de “barato” para qualidade, acelerando a transição para veículos elétricos e elevando a competição para marcas europeias.
  • Fora da China, a marca registra alta de 20% nas vendas nos Estados Unidos e 7% na Europa no primeiro trimestre, somando 5% de crescimento mundial sem contar a China.
  • Na Espanha, a Mercedes-Benz manteve desempenho forte em 2025 com mais de cinquenta mil matriculações de turismo, sendo quase metade híbridos plug-in; a expectativa é superar esse recorde em 2026.
  • A empresa planeja dobrar as vendas de veículos elétricos puros entre 2026 e 2028, mantendo investimentos em motores de combustão por pelo menos uma década, alinhados à futura norma Euro 7.

Mercedes-Benz enfrenta queda na China e reforça aposta no elétrico em Espanha. A marca premium alemã anunciou uma redução de 27% nas vendas no primeiro trimestre na China, principal mercado da empresa na Ásia. O recuo impacta as contas globais, já que as entregas globais caíram 6% entre janeiro e abril, diante de desempenho positivo nos EUA e na Europa.

Segundo executivos, o resultado é influenciado pelo ciclo de estoque e pela transição do consumidor chinês para veículos elétricos. O presidente e CEO da Mercedes-Benz na Espanha, Reiner Hoeps, afirmou que hoje a China não é apenas barato, mas também de qualidade, apontando uma mudança de percepção entre consumidores chineses. Ele destacou que a indústria europeia subestimou a entrada das marcas chinesas e a evolução tecnológica do setor.

A empresa ressaltou que, fora da China, as operações apresentam dinamismo, com crescimentos de 20% nos EUA e 7% na Europa no primeiro trimestre. Na Espanha, a Mercedes-Benz teve 2025 histórico, com mais de 50 mil emplacamentos de automóveis leves, sendo quase metade híbridos plug-in. A companhia pretende superar esse patamar em 2026.

Desafios e estratégia de produto

Hoeps citou a chegada de Denza, marca premium da BYD, a Espanha, prevista para este ano, aumentando a concorrência ao segmento de luxo. O executivo lembrou ainda que Denza foi um projeto iniciado em 2012, considerado prematuro à época, e que outras marcas chinesas já disputam espaço, ainda pouco presentes na Europa.

Em relação aos produtos, a Mercedes-Benz planeja ampliar as vendas de veículos elétricos puros, visando duplicar esse volume entre 2026 e 2027 e manter a oferta de motores de combustão. A empresa afirmou que continuará investindo em motores de combustão por pelo menos a próxima década para cumprir normas de emissões, incluindo Euro 7, que entrará em vigor no próximo ano.

A estratégia geral envolve manter o portfólio com foco em tecnologia de propulsionamento moderna, equilibrando elétrico e combustão, enquanto monitora o desempenho de marcas chinesas no mercado europeu. A companhia enfatiza que a competição se intensifica, mas mantém trajetória de crescimento em regiões-chave, como América do Norte e Europa, além do desafio contínuo na China.

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