- As exportações de petróleo russo para a Índia devem permanecer próximas de níveis recordes em abril e maio, após nova isenção de sanções dos EUA.
- A Índia é o segundo maior cliente de petróleo russo, e as refinarias já garantiram grande parte do abastecimento por meio de entidades e embarcações não sancionadas.
- Em março, a Índia importou recorde de 2,25 milhões de barris por dia da Rússia, representando 50% de suas importações de petróleo.
- A semana de 20 a 27 de abril deve registrar entrada de 2,1 milhões de bpd na Índia, ante 1,67 milhão na semana anterior, segundo a Kpler.
- Preços pagos pelos carregamentos russos na Índia permanecem com prêmio de US$ 7 a US$ 9 por barril em relação ao Brent para cargas de maio, mantendo a tendência observada em abril.
As exportações de petróleo russo para a Índia devem permanecer próximas de níveis recordes em abril e maio, após uma nova isenção de sanções dos EUA. Refinarias indianas já garantiram boa parte de seu abastecimento por meio de entidades e embarcações não sancionadas, segundo operadores e dados da manhã desta terça-feira.
A Índia é o segundo maior comprador de petróleo russo, atrás apenas da China, e o maior importador do tipo Urals. Em março, o país importou um recorde de 2,25 milhões de barris por dia, desempenho que elevou o petróleo russo a 50% das suas importações.
As chegadas aos portos indianos devem somar 2,1 milhões de bpd na semana de 20 a 27 de abril, ante 1,67 milhão de bpd na semana anterior, conforme dados da empresa de análise de transporte marítimo Kpler.
A queda observada em meados de abril foi atribuída, em parte, a interrupções provocadas por ataques de drones ucranianos a portos russos no fim de março, segundo fontes do setor.
No acumulado de abril, a expectativa é de uma média superior a 2 milhões de bpd, com possíveis variações para cima ao longo de maio, indicam três fontes envolvidas no comércio.
A Administração dos EUA concedeu uma isenção de 30 dias, em meados de março, para permitir que países adquirissem petróleo russo sancionado, com o objetivo de estabilizar os mercados globais de energia, isenção que foi renovada recentemente.
Apesar das sanções, as entregas russas seguem por meio de cadeias de suprimento não sancionadas, conforme operadores e analistas ouvidos pela Reuters.
As refinarias indianas já vinham comprando volumes de petróleo russo em abril e garantiram grande parte das aquisições para maio na semana anterior, segundo as fontes, com prêmios de cerca de US$ 7 a US$ 9 por barril em relação ao Brent para cargas de maio.
Conforme o mercado, a Índia pagava sobre o Brent datado uma atenuada diferença de custo, mantendo a atratividade das importações russas diante de fatores geopolíticos e de oferta global.
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