- Vendas no varejo dos EUA subiram 1,7% em março, maior alta desde março de 2025, com o aumento impulsionado pelos ganhos de receitas em postos de gasolina.
- Fevereiro teve ganho revisado para cima de 0,7%, reforçando a tendência de alta no varejo.
- Em 12 meses, as vendas em março avançaram 4,0% na base anual.
- O conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e a gasolina no varejo subiu 24,1% em março, contribuindo para a inflação.
- Os resultados fortalecem especulações de que o Federal Reserve manterá as taxas de juros estáveis por mais tempo.
As vendas no varejo dos Estados Unidos subiram 1,7% em março, na leitura mais alta desde março de 2025, impulsionadas pela receita recorde dos postos de gasolina. O ganho veio após uma revisão para cima de 0,7% em fevereiro, segundo o Census Bureau.
A alta de março reflete não apenas preços mais elevados na gasolina, mas também o consumo das famílias mantido por restituições de impostos. Economistas preveem que o crescimento econômico tenha ganhado impulso no primeiro trimestre, apesar dos riscos geopolíticos.
No acumulado, as vendas no varejo cresceram 4,0% frente ao mesmo mês do ano anterior. O relatório reforça a leitura de recuperação, com o setor de combustíveis contribuindo de forma significativa para o resultado. A divulgação ocorre após atrasos provocados pela paralisação do governo no ano passado.
Contexto econômico
A escalada do conflito no Oriente Médio elevou os preços globais do petróleo, com os preços do combustível no varejo avançando 24,1% em março. Dados da EIA indicam que o choque influenciou a inflação, que registrou alta de 0,9% no mês.
A combinação de vendas fortes e inflação contida até certo ponto sugere ao Fed manter as taxas estáveis por mais tempo. O mercado acompanha as sinalizações de política monetária diante do cenário externo e de demanda interna.
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