- Um mês após obter licença bancária no Reino Unido, a Revolut planeja abrir o capital a partir de 2028, visando valor de mercado de até US$ 200 bilhões.
- O acordo de participação do fundador pode permitir que a participação suba de 25% para 40% caso a empresa alcance US$ 200 bilhões de valor, elevando o patrimônio dele a cerca de US$ 80 bilhões.
- A última rodada de investimentos, em novembro de 2025, avaliou a empresa em US$ 75 bilhões, com novos acionistas como a Nvidia.
- Nos próximos meses, a Revolut deve realizar uma oferta secundária de ações para permitir a venda de participações de investidores, com avaliação estimada acima de US$ 100 bilhões.
- A companhia busca ampliar a base de clientes para 100 milhões até meados de 2027, opera no Brasil e México e continua buscando licenças nos EUA e na Colômbia, com orçamento global de expansão de US$ 13 bilhões nos próximos cinco anos.
A Revolut, fintech criada em 2015, recebeu a licença bancária no Reino Unido e já traça o caminho para um IPO a partir de 2028. A empresa projeta alcançar valor de mercado de até US$ 200 bilhões, com uma oferta pública inicial no futuro.
Segundo o Financial Times, a companhia planeja também uma oferta secundária de ações ainda neste ano, para permitir que investidores como fundos de venture capital vendam parte de suas posições.
O fundador e CEO, Nik Storonsky, disse que ser uma empresa de capital aberto aumenta a confiança e reforça a posição da Revolut diante de grandes bancos. A participação dele pode sair de 25% para até 40% com o objetivo de chegar aos US$ 200 bilhões.
A rodada mais recente, em novembro de 2025, avaliou a Revolut em US$ 75 bilhões, ante US$ 45 bilhões em 2024. A empresa atraiu novos acionistas, incluindo a Nvidia, em meio a uma valorização expressiva.
A empresa planeja manter o crescimento com novos produtos e expansão global. Em setembro de 2025, Storonsky sinalizou estratégias para competir com instituições como J.P. Morgan e Morgan Stanley, com foco em serviços de maior valor agregado.
Plano de IPO e captação
A empresa pretende iniciar o IPO a partir de 2028, acompanhando uma etapa de liquidez para investidores com participação acionária valorizada. A meta de valor de mercado está ligada ao desempenho de negócios e à confiança regulatória.
A Revolut já trabalha com uma oferta secundária de ações no que pode ser o segundo semestre, estimando avaliação acima de US$ 100 bilhões. O movimento flexibiliza a saída de capitale de fundos de investimento.
Além da venda de ações, a fintech se mantém em busca de licenças adicionais. Nos EUA, a empresa solicitou autorização bancária em março, após Nubank obter aprovação similar. OakNorth e Bunq também visam licenças nos EUA.
Expansão e base de clientes
A Revolut ampliou sua presença na Europa e busca 100 milhões de clientes de varejo até 2027, partindo de cerca de 70 milhões hoje. A licença britânica permite captar depósitos para oferecer empréstimos, fortalecendo a competição com bancos tradicionais.
No âmbito internacional, a empresa já opera no Brasil, lançou operações no México e se aproxima da concessão de licença na Colômbia. O plano de expansão envolve um orçamento global de US$ 13 bilhões para os próximos cinco anos.
A empresa mantém um orçamento de US$ 500 milhões reservado para o mercado norte-americano, parte de um total de investimentos globais. A meta é sustentar o crescimento com novos mercados e produtos financeiros.
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