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Setor imobiliário registra recordes 2025 com impulso do Minha Casa, Minha Vida

Setor registrou receitas recordes em 2025 impulsionadas pelo Minha Casa, Minha Vida, mas segue dependente do programa e com endividamento elevado entre as empresas listadas

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  • O setor imobiliário encerrou 2025 com receita líquida das empresas de bolsa acima de R$ 55 bilhões, alta de cerca de vinte por cento frente a 2024, ainda com dependência do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
  • O impulso veio principalmente do segmento de baixa renda e da Faixa 4 do MCMV, ampliando o poder de compra e ajudando algumas companhias a manter volumes recordes, apesar da sensibilidade aos juros altos.
  • Destaques: Cury fechou o ano com lucro líquido de R$ 975,5 milhões e VGV de R$ 8,3 bilhões; Plano&Plano teve lucro de R$ 361,5 milhões com VGV superior a R$ 5 bilhões; Tenda registrou lucro de R$ 505,7 milhões e 20 mil unidades construídas.
  • Cyrela registrou receita de R$ 9,4 bilhões e lucro líquido de R$ 2 bilhões, com 74 projetos lançados; Moura Dubeux teve receita de R$ 2,4 bilhões e VGV de R$ 4,6 bilhões; JHSF vendeu cerca de R$ 5,2 bilhões em estoque para fundo de investimento imobiliário e mira expansão de ativos.
  • A margem bruta de algumas empresas foi pressionada pela venda de produtos do MCMV a preços menores, efeito compensado parcialmente por menores custos comerciais e maior produção.

O setor imobiliário brasileiro encerrou 2025 registrando faturamento recorde e lançamentos bilionários. Empresas listadas na bolsa somaram mais de 55 bilhões de reais em receita líquida, um aumento de 20% frente a 2024, com peso ainda muito dependente do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Especialistas apontam que o alto padrão resistiu melhor aos juros elevados, enquanto a baixa renda aproveitou as novas faixas do MCMV. A Faixa 4, criada em 2025, ampliou o poder de compra para famílias com renda mensal entre 9,6 mil e 13 mil reais, com imóveis até 600 mil.

Resultados de destaque e impactos do MCMV

A Cury alcançou lucro líquido de 975,5 milhões de reais, com margem de 18,1%, e encerrou com 84 obras em andamento e 37 novos projetos. Lançamentos somaram 8,3 bilhões em VGV, com 16,7 mil unidades produzidas.

Plano&Plano divulgou lucro líquido histórico de 361,5 milhões de reais, 21 lançamentos e mais de 4,3 bilhões em vendas líquidas. A empresa terminou com um banco de terrenos de 34,6 bilhões em VGV potencial, concentrado em São Paulo.

Destaques entre operadoras de diferentes padrões

Tenda registrou lucro líquido de 505,7 milhões de reais, alta de 375,2% ante 2024, além de 20 mil unidades concluídas e 45 projetos lançados. CFO aponta o MCMV como pilar do desempenho, especialmente nas faixas 1 e 2.

Cyrela teve receita líquida de 9,4 bilhões de reais, alta de 18%, com margem bruta de 32,6% e lucro de 2 bilhões. O portfólio tem forte peso de alto padrão, respondendo por boa parte do VGV lançado.

Movimentação de grandes players e ajustes de estratégia

Moura Dubeux, líder no Nordeste, teve receita de 2,4 bilhões, vendas líquidas de 3,5 bilhões e lucro de 420 milhões. A empresa ampliou atuação regional e investiu em parcerias como Ún1ca, com a Direcional, para projetos no MCMV.

JHSF promoveu venda de cerca de 5,2 bilhões de reais de estoque para um FII, racontando maior foco em capital recorrente. A gestão planeja ampliar hotéis Fasano e projetos hoteleiros até 2030, mantendo atuação no imobiliário apenas com estrutura de funding fortalecida.

MRV encerrou o ciclo de turnaround com foco em mais rentabilidade, reduzindo cidades e limitando unidades anuais. A empresa vê possibilidade de melhora com a expansão do MCMV e a recuperação da Resia nos EUA, mantendo Luggo sob restrições de venda.

Observação final

O desempenho reflete a consolidação do MCMV como motor de demanda, aliados a ajustes de portfólio e estratégias de capital. Fontes: relatos de resultados de 2025 de empresas e análise de mercado.

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