- Astor fechou rodada de financiamento de US$ cinco milhões liderada pela Monashees, com participação do Y Combinator, Goodwater Capital e investidores-anjos.
- Fundada por Bruno Koba e Daniel Tulha, a startup lançou o app há dois meses e já conecta US$ 200 milhões em investimentos.
- A plataforma usa inteligência artificial para oferecer aconselhamento financeiro, com onboarding por ligação de voz; assinatura mensal varia de US$ 15 a US$ 45.
- A Astor obteve licença de digital investment advisor para atuar nos EUA e planeja expansão global, incluindo o Brasil.
- O foco inicial são os clientes HENRYs (high earners, not rich yet), com visão de futuramente executar ordens e gerenciar parte da carteira de forma automatizada.
A Astor, startup fundada por Bruno Koba e Daniel Tulha, fechou uma rodada de US$ 5 milhões liderada pela Monashees. A captação também contou com participação de Y Combinator, Goodwater Capital e investidores-anjo, incluindo executivos da Stripe e da OpenAI. O objetivo é desenvolver uma ferramenta de inteligência artificial para substituir assessores financeiros.
A empresa opera nos Estados Unidos, onde obteve recentemente a licença de advisor financeiro digital. Com o aplicativo lançado há apenas dois meses, a Astor já conecta US$ 200 milhões em investimentos e monetiza via assinatura mensal de US$ 15 a US$ 45. A base de clientes ainda não foi divulgada.
Bruno Koba funcionou no Nubank como data scientist, e depois atuou como analista na Monashees até 2023. Tulha passou pela Stripe antes de se lançar como empreendedor. Ambos se conheceram em Stanford, onde Koba fazia MBA e buscava cofundadores.
Como funciona o serviço
Ao baixar o app, o usuário conecta contas de corretoras e bancos. Em seguida, preenche um formulário de perfil de risco e realiza uma onboarding com a IA da plataforma. A chamada de onboarding simula uma conversa de assessoria.
Depois da onboarding, a plataforma oferece dicas e conselhos com base no perfil do cliente. O próximo passo é desenvolver uma ferramenta que execute ordens e, futuramente, a gestão automatizada de parte da carteira.
Perspectivas e mercado
A Astor planeja usar boa parte da rodada para expandir suas operações, buscando ganhar espaço num mercado ainda sem um vencedor claro. O objetivo é, no longo prazo, ampliar a atuação para o Brasil, entre outros países, com licenças locais.
Para o público-alvo, a empresa busca os chamados HENRYs, jovens com renda significativa ainda sem patrimônio acumulado. O custo mais baixo e o atendimento 24/7 são apresentados como diferenciais frente aos assessores tradicionais.
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