- Bitcoin oscila entre US$ 75 mil e US$ 78 mil após quase 75 dias de consolidação desde o fundo local de US$ 60 mil.
- A faixa decisiva fica entre US$ 78,2 mil e US$ 79,2 mil; romper e sustentar esse patamar pode transformar resistência em suporte e embalar o rali.
- O preço realizado pelos detentores de curto prazo está em US$ 79.200, grupo que tende a reagir mais rápido às oscilações.
- Fluxo institucional segue apoiando o mercado à vista, com entradas líquidas em ETFs de Bitcoin nos EUA em abril, inclusive por causa do lançamento do ETF do Morgan Stanley.
- No curto prazo, condições técnicas sugerem risco de breaks positivos impulsionados por short squeeze, com alvo de médio prazo perto de US$ 85,5 mil caso haja rompimento acima de US$ 78 mil.
O Bitcoin voltou a testar uma faixa de preço crucial após quase 75 dias de consolidação desde a queda para perto de US$ 60 mil, em fevereiro. A cotação oscila entre US$ 75 mil e US$ 78 mil, com a expectativa de romper a zona que pode sinalizar novo rali.
A faixa decisiva fica entre US$ 78,2 mil e US$ 79,2 mil. Segundo dados de analistas, o indicador True Market Mean aponta o preço médio das moedas em circulação, enquanto o STHRP registra o valor de mercado para detentores de curto prazo. A leitura sugere resistência forte nesse nível.
Se o preço romper e sustentar a faixa-alvo, esse patamar pode se converter em suporte, fortalecendo a trajetória de alta. Caso contrário, a consolidação pode seguir, com risco de retração moderada até novos impulsos.
A visão técnica de Ana de Mattos, parceira da Ripio, aponta recuperação condicionada ao cenário externo. A trégua geopolítica ajudou o Bitcoin a sair de US$ 68 mil para perto de US$ 78 mil, mas juros altos e inflação nos EUA criam limitações para ganhos adicionais.
No médio prazo, o rompimento consistente acima de US$ 76 mil seria um gatilho para buscar US$ 85,5 mil, segundo a analista. Essa trajetória depende de demanda institucional e de fatores macro em evolução.
No curto prazo, fatores macro continuam decisivos. Mercados passaram a precificar descompressão parcial do conflito no Oriente Médio, mas há leitura de risco ainda volátil. O petróleo e ativos de risco reagiram a esse cenário e contribuíram para volatilidade.
O fluxo institucional mantém suporte ao mercado à vista. ETFs de Bitcoin abriram entradas líquidas em abril, com dias de aporte expressivo, coincidindo com lançamentos de produtos por grandes bancos. Esse movimento reforça o papel do capital institucional.
No front técnico, movimentos no mercado de derivativos ajudam a sustentar a hipótese de alta. Taxas de financiamento de contratos de perpetual ficaram negativas, indicando pressão para liquidação de posições vendidas. Isso pode acelerar o rali com a subida dos preços.
A leitura geral é de que o Bitcoin testa resistência significativa em US$ 78 mil, com potencial de virada caso haja confirmação de rompimento. Enquanto isso, a criptomoeda fica entre forças de institucionalização crescente e pressão de fatores macro.
Entre na conversa da comunidade