- BRB aprovou aumento de capital em até R$ 8,8 bilhões, via subscrição privada, para recompor as contas após o rombo relacionado ao Banco Master.
- O patrimônio da instituição pode subir de R$ 2,8 bilhões para até R$ 11,1 bilhões; o governo do Distrito Federal precisa aportar R$ 5,3 bilhões para manter-se como acionista majoritário, com participação atual de 53,71%.
- O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso em investigação que envolve facilitação na compra de ativos fraudulentos do Master; a detenção ocorre sob análise no STF.
- Em março, a Câmara Legislativa aprovou pacote de socorro ao BRB, incluindo uso de imóveis públicos em fundos de investimento e empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); oposição contesta estudos e dano ao patrimônio público.
- O presidente atual, Nelson Antônio de Souza, afirmou que pretende analisar as carteiras de crédito para afastar ativos considerados podres.
Em assembleia-geral extraordinária realizada nesta quarta-feira (22), o BRB aprovou um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para recomposição de caixa e ajustes após o rombo decorrente do envolvimento com o Banco Master. A operação será realizada por subscrição privada, restrita a acionistas.
O capital social pode subir de R$ 2,3 bilhões para até R$ 11,1 bilhões, elevando o patrimônio da instituição de R$ 2,8 bilhões a até R$ 11,1 bilhões, conforme o ajuste aprovado. O governo do Distrito Federal precisa aportar R$ 5,3 bilhões para manter-se como acionista majoritário, detendo hoje 53,71% do BRB.
O BRB envolve-se com o Master por meio do ex-presidente Paulo Henrique Costa, preso por ordem do STF André Mendonça, sob suspeita de facilitar a compra de ativos fraudulentos em troca de imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões. A apuração aponta que a transação paralisou em R$ 74,6 milhões após Vorcaro descobrir a investigação.
Em março, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um pacote de socorro ao BRB. O plano inclui uso de imóveis públicos em fundos de investimento e um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida é contestada na Justiça pela oposição, que alega falha de estudos e dano ao patrimônio público.
Contexto institucional e desdobramentos
O BRB é chefiado por Nelson Antônio de Souza, que já ocupou a presidência da Caixa Econômica Federal durante o governo de Michel Temer. Em entrevista, Souza indicou que pretende analisar as carteiras de crédito para separar ativos menos performáticos, com o objetivo de reduzir a exposição a ativos problemáticos.
A operação de capitalização ocorre em meio a tensão jurídica e política envolvendo o BRB e o uso de recursos públicos. A avaliação das medidas, incluindo o papel do FGC e o caráter privado da subscrição, segue sob escrutínio das autoridades e da sociedade.
A instituição, por meio de seus atuais controles e do aporte governamental, busca recompor liquidez e preservar o papel do BRB como instituição financeira de referência no território do Distrito Federal. As próximas etapas dependem de deliberações regulatórias e da execução do plano de capitalização.
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