- A importação com imposto de 20% sobre remessas de até US$ 50 entrou em vigor em agosto de 2024, no contexto do Programa Remessa Conforme.
- A CNI afirma que a “taxa das blusinhas” impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados, ajudou a preservar cerca de 135,8 mil empregos e contribuiu com R$ 19,7 bilhões para a economia.
- Em 2024, foram 179,1 milhões de remessas; em 2025, o total caiu para 159,6 milhões, uma retração de 10,9%.
- Sem a taxa, a CNI estima que 46,3 milhões de unidades adicionais teriam chegado ao Brasil em 2025.
- A arrecadação federal com o imposto subiu de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que a chamada taxa das blusinhas impediu a entrada de cerca de 4,5 bilhões de reais em importados. A estimativa aponta também a preservação de 135 mil empregos e quase 20 bilhões de reais em efeito positivo na economia brasileira. A nota técnica foi divulgada nesta quarta-feira, 22.
Segundo a CNI, o Imposto de Importação (II) de 20% incide sobre compras internacionais de até 50 dólares e está em vigor desde agosto de 2024. A medida integra o programa Remessa Conforme, criado pela Receita Federal para regular compras em plataformas estrangeiras. O governo Lula sancionou a alíquota após aprovação do Congresso.
Em 2024, o Remessa Conforme registrou 179,1 milhões de remessas ao Brasil. Em 2025, esse volume caiu para 159,6 milhões, uma retração de 10,9%. Sem a taxa, a CNI projeta 205,9 milhões de pacotes em 2025, representando 46,3 milhões de unidades a mais.
Impactos econômicos estimados
A diferença entre o volume projetado e o efetivo, associada ao valor médio das remessas de 2025, indica que o II reduziu em 4,5 bilhões de reais o valor das compras externas. O efeito esperado é a manutenção de 135,8 mil empregos no país.
A arrecadação federal com o imposto saltou de 1,4 bilhão de reais em 2024 para 3,5 bilhões em 2025, primeiro ano completo de vigência da taxa, segundo a nota da CNI. Os números refletem o peso fiscal da medida para o governo.
Visões sobre a competitividade
O superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, afirma que o objetivo principal é proteger a economia e manter empregos. Ele ressalta que o Brasil não é contra as importações, mas defende condições de competição iguais para os produtores nacionais.
Ainda segundo Guerra, o Remessa Conforme ajudou a reduzir o desequilíbrio entre produtos nacionais e importados, moderando o ritmo de entradas que se beneficiavam de tratamento tributário desigual.
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