- A Karex, maior fabricante mundial de preservativos, planeja elevar o preço dos produtos entre vinte% e trinta% devido aos custos gerados pela guerra no Oriente Médio.
- O aumento pode se estender conforme a duração do conflito, com o repasse de custos de frete e atrasos na cadeia de suprimentos.
- A empresa produz mais de cinco bilhões de camisinhas por ano e fornece marcas como Durex e Trojan, além de atender sistemas de saúde públicos e programas da ONU.
- A guerra tem pressionado matérias-primas e insumos, elevando o custo de borracha sintética, nitrilo, embalagens e lubrificantes, prejudicando toda a cadeia.
- Segundo o CEO, os atrasos de transporte podem deixar prazos para Europa e Estados Unidos até sessenta dias maiores, e muitos países em desenvolvimento enfrentam falta de estoque.
A Karex, maior fabricante mundial de preservativos, planeja reajustar os preços dos seus produtos entre 20% e 30%, diante do impacto da guerra no Oriente Médio. A empresa afirmou que o aumento pode se ampliar conforme a duração do conflito. A informação foi veiculada pela Reuters.
O executivo-chefe Goh Miah Kiat explicou que não há outra alternativa senão repassar parte dos custos aos clientes, dada a elevação dos fretes e os atrasos na cadeia de suprimentos. A situação é descrita como frágil, com os preços já em patamares elevados.
A Karex fabrica mais de 5 bilhões de preservativos por ano e fornece marcas conhecidas como Durex e Trojan. Além disso, atende sistemas de saúde públicos em alguns países e programas da ONU, o que amplia a repercussão de possíveis aumentos de preço.
Impactos na cadeia de suprimentos
O conflito elevou custos de frete e atrasos nas entregas, ocorrendo em meio a maior demanda pelos produtos. A situação afeta a aquisição de borracha sintética e de nitrilo, usados na fabricação, bem como materiais de embalagem, como folhas de alumínio, e lubrificantes, segundo o CEO Goh Miah Kiat.
O fluxo global de insumos está com atrasos significativos. O fornecimento marítimo acabou prejudicado, com prazos de deslocamento para a Europa e os EUA estendidos em até 60 dias em relação a períodos anteriores. O executivo aponta que muitos países em desenvolvimento enfrentam escassez de preservativos.
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