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Conflito leva aéreas a cancelar milhares de voos para economizar combustível

Guerra eleva preço do querosene; companhias cortam voos para economizar combustível e manter operação

Avião da Lufthansa: empresa anunciou cortes em voos devido a alta no preço do combustível
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  • A Lufthansa vai cancelar cerca de vinte mil voos de curta distância na Europa até outubro para economizar querosene, diante do risco de escassez e de preços mais altos.
  • Os cortes reduzem a capacidade de passageiros em cerca de um por cento, atingindo rotas e subsidiárias, com foco na CityLine, e podem gerar novos cortes a partir de junho.
  • A companhia também suspendeu temporariamente voos de Frankfurt para Bydgoszcz, Rzeszow e Stavanger, e sinalizou novos cortes que serão anunciados até o início de maio.
  • A Air Canada vai suspender voos para o JFK entre junho e outubro, conectando Montreal e Toronto ao aeroporto, por rotas menos rentáveis, mantendo 34 voos diários para LaGuardia e Newark a partir de outras cidades.
  • No Brasil, a Abear afirma que a alta do combustível afeta a abertura de novas rotas, com o querosene respondendo por cerca de 45% dos custos operacionais; companhias globais também ajustam tarifas e rotas devido ao preço do combustível.

O aumento do preço do querosene de aviação, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, levou companhias aéreas internacionais a cortarem voos e rotas para reduzir o consumo de combustível. A Lufthansa anunciou cortes na Europa, enquanto a Air Canada suspendeu rotas para Nova York. Diversas empresas já analisam ajustes semelhantes.

A Lufthansa comunicou o cancelamento de cerca de 20 mil voos de curta distância na Europa até outubro. O objetivo é economizar querosene diante de riscos de escassez e de preços mais elevados no setor. Os cancelamentos atingem várias subsidiárias, com destaque para a regional CityLine, representando 1% da capacidade de passageiros.

A Lufthansa também suspendeu rotas específicas, como Frankfurt-Bydgoszcz e Frankfurt-Rzeszow, na Polônia, além de Frankfurt-Stavanger, na Noruega. A empresa sinalizou novos cortes com início já em junho, com anúncios até o começo de maio.

Medidas de outras companhias e impacto regional

Air Canada interrompeu voos para o JFK, em Nova York, entre junho e outubro, ligando Montreal e Toronto ao centro norte-americano. Segundo a companhia, rotas menos rentáveis deixaram de valer a pena com o aumento do preço do combustível. Mesmo assim, a Air Canada manteve 34 voos diários de seis cidades canadenses para LaGuardia e Newark.

Outras aéreas também ajustam operações diante da alta de combustíveis. United, Delta, Air France-KLM, SAS, Philippine Airlines e Cathay Pacific cortaram rotas, aumentaram preços ou anunciaram tarifas elevadas para compensar custos adicionais.

Situação no Brasil

No Brasil, não houve divulgação de cancelamentos até o momento. A Abear aponta que a alta de preços impacta a abertura de novas rotas e a oferta de serviços. Desde o início de abril, o querosene representa 45% dos custos operacionais das companhias, segundo a entidade.

Querosene e ajuste de tarifas

Com a disparada, empresas repassam parte do custo aos passageiros, por meio de tarifas adicionais ou sobretaxas de combustível. A cotação do querosene chegou a subir de US$ 99 para US$ 209 por barril entre fim de fevereiro e início de abril.

A Agência Internacional de Energia alertou para risco de falta de combustível na Europa em semanas, o que pode levar companhias da região a reduzir a oferta de voos.

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