- A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã está elevando custos e prejudicando cadeias de suprimentos de empresas globais em diversos setores.
- O Estreito de Hormuz, rota essencial para petróleo e gás, enfrenta interrupções que ajudam a aumentar os preços de energia.
- O setor de viagens é fortemente impactado, com combustíveis mais caros levando companhias aéreas a elevar tarifas e a lucratividade ficando abaixo do esperado.
- A AkzoNobel projeta alta de 17% a 19% nos custos, devido à interrupção no Estreito de Hormuz, e teve queda inicial nas ações antes de sustentar o repasse de preços.
- Outras empresas citam impactos variados, como problemas logísticos na Danone e custos maiores na 3M e na GE Aerospace.
O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã está elevando custos e atrapalhando cadeias de suprimentos de empresas globais. A guerra começou no fim de fevereiro e já afeta transporte, matérias-primas e demanda em múltiplos setores.
Rotas de navegação sofreram interrupções, especialmente no Estreito de Hormuz, que responde por cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural. A queda de disponibilidade eleva o preço de energia e aumenta custos de produção.
Impactos nos setores
O setor de viagens figura entre os mais impactados, com combustível mais caro pressionando tarifas de passagens. Empresas aéreas, como a United Airlines, projetam lucros abaixo do esperado.
A alemã TUI reduziu sua previsão de lucro, citando o conflito no Oriente Médio e incertezas sobre a duração da crise. Remessas de leite em pó para bebês indicam problemas logísticos e recall na Europa.
A Reckitt, fabricante de Dettol, informou que o petróleo mais caro tende a reduzir lucros no primeiro semestre, com queda nas vendas em função da demanda menor. As ações da companhia recuaram.
A GE Aerospace e a 3M destacam custos elevados: a gigante aeroespacial vê impactos no lucro devido ao petróleo em alta; a 3M aponta pressão de custos que pode reduzir margens.
A South32 anunciou redução da produção anual na Austrália, citando fortes chuvas, ciclone e frete caro. A empresa disse ter adotado medidas para mitigar efeitos operacionais.
A AkzoNobel, criadora das tintas Dulux, prevê alta de 17% a 19% nos custos de matérias-primas, com a elevação atribuída à interrupção do Estreito de Hormuz. Mesmo assim, as ações subiram.
Apesar dos aumentos, a AkzoNobel informou repasse de preços, alcançando melhor desempenho de vendas em tintas comuns, revestimentos para navios e aplicações automotivas.
Com informações da Reuters.
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