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Fim da escala 6×1 pode elevar custos e encarecer consumo, diz FecomercioSP

Fecomercio SP alerta que fim da escala 6x1 pode elevar custos e desestimular contratações, com impacto setorial e necessidade de negociação coletiva

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  • A Fecomercio de São Paulo advertiu que a proposta de fim da escala 6×1 pode encarecer o consumo e elevar custos para comércio e serviços.
  • O projeto, que avança na Câmara, propõe mudança da escala de trabalho de 6×1 para 4×3 e redução de 44 para 36 horas semanais, com período de transição.
  • O presidente do Conselho de Emprego e Relações de Trabalho da Fecomercio SP, José Pastore, defende que a redução da jornada seja negociada coletivamente, respeitando as peculiaridades de cada setor.
  • Pastore alerta para impactos negativos, como aumento de preços de produtos, tarifas e serviços, caso a medida seja aprovada, e destaca que regras únicas não atendem a diferentes atividades.
  • Ele afirma que a redução pode frear o crescimento econômico e o emprego, especialmente prejudicando os trabalhadores mais vulneráveis, e rejeita compensações financeiras para empresas.

O movimento político sobre a redução da jornada de trabalho preocupa o setor de comércio e serviços. A proposta que tramita na Câmara dos Deputados altera a escala de 6×1 para 4×3 e reduz a carga semanal de 44 para 36 horas, com período de transição. A Fecomercio SP alerta para aumento de custos operacionais e impactos nas contratações.

José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações de Trabalho da Fecomercio SP, critica o método proposto e defende a negociação coletiva como forma de adaptar a medida às particularidades de cada setor. Segundo ele, a prática já é comum no Brasil, mantendo a média atual de carga em torno de 38,4 horas semanais.

Pastore aponta riscos econômicos e sociais caso o texto avance sem ajuste. Ele afirma que a redução obrigatória pode elevar o custo dos insumos e serviços, repassado aos preços ao consumidor, inclusive em transporte e medicamentos. A consequência seria maior inflação para a população.

O especialista ressalta ainda que setores diferentes têm necessidades distintas. O que funciona para a agricultura pode não atender a siderurgia ou ao varejo, o que dificulta uma regra única para todos. A personalização, segundo ele, é fundamental.

Sobre o desempenho da economia, Pastore diz que a redução acelerada da jornada pode frear o crescimento, reduzir empregos e a arrecadação. Entre os trabalhadores, o grupo mais vulnerável estaria mais exposto aos impactos negativos.

Em relação a compensações para as empresas, como eventuais reduções de impostos ou isenções de folha, o presidente do conselho afirma que essa solução é inadequada. Segundo ele, tratam-se de cenários que poderiam agravar problemas em vez de resolvê-los.

Perspectivas e próximos passos

A proposta segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, com estudo dos impactos de implementação e transição. A Fecomercio SP reforça a necessidade de tratamento setorial e negociação sobre as condições de cada atividade.

O debate envolve representantes de indústria, comércio e serviços, além de trabalhadores, que buscam equilíbrio entre competitividade e proteção social. A expectativa é que haja diálogo para evitar elevações generalizadas de custos.

O debate também analisa efeitos sobre o emprego e o custo de vida no longo prazo. Dados e estudos citados por especialistas indicam possível retração econômica caso haja mudanças abruptas na jornada semanal.

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