- A Jet chegou ao Brasil no final de 2023 e hoje representa cerca de 85% da participação em usuários ativos e downloads da empresa no segmento de micromobilidade.
- Em 2025, a operação brasileira ultrapassou US$ 35 milhões em receita, com presença em 45 cidades e frota superior a 40 mil patinetes elétricos, além de bicicletas e estações de powerbank.
- A meta é chegar a 200 mil patinetes até 2028, ampliando a presença nas cidades atuais e avançando para novos mercados na América Latina; o crescimento ocorre de forma gradual, abrindo um ou dois países por ano.
- A Jet levantou mais de US$ 20 milhões em 2025 e planeja novas rodadas, incluindo dívida e equity, para financiar a expansão.
- No Brasil, a empresa adota um modelo lucrativo desde os primeiros meses de operação, com decisões baseadas em rentabilidade por patinete antes de expandir e logística eficiente de baterias, reposicionamento e conformidade regulatória.
O fundador da Jet, Ilia Timakhovskiy, afirma que a empresa segue uma estratégia conservadora, mesmo diante de um desempenho excepcional. Em entrevista exclusiva, ele descreve o time como “meio maluco” pela ambição, mas com planejamento disciplinado para micromobilidade global.
A Jet chegou ao Brasil no fim de 2023 e hoje concentra cerca de 85% dos usuários ativos e dos downloads da empresa no setor. No ano de 2025, a operação brasileira registrou receita de mais de US$ 35 milhões, presente em 45 cidades, com frota superior a 40 mil patinetes, bikes e estações de powerbank.
A empresa projeta chegar a 200 mil patinetes até 2028, ampliando a atuação na América Latina. O financiamento da expansão vem de geração de caixa e captações, com mais de US$ 20 milhões levantados em 2025 e novas rodadas previstas, incluindo dívida e equity.
O modelo de lucratividade
Ilia destaca que cada patinete gera lucro, com modelos de rentabilidade avaliados antes de cada implantação. A meta é que cada equipamento se pague em 18 a 24 meses, mantendo operação por anos. A resposta operacional tem sido positiva desde os primeiros meses de atuação.
O Brasil é tratado como núcleo da estratégia global da Jet, devido ao trânsito intenso, demanda por deslocamentos curtos e infraestrutura favorável para patinetes e bikes. A burocracia é encarada como obstáculo, mas não como barreira intransponível, desde que a empresa cumpra as exigências regulatórias.
Execução e disciplina operacional
A Jet mantém mais de mil funcionários, com cerca de 15 pessoas para decisões estratégicas. A empresa investe em tecnologia, inteligência artificial para gestão de frota e atendimento, mas a ênfase está na execução: logística de baterias, manutenção, reposicionamento e relacionamento com cidades.
No histórico de perdas, o índice de furtos ficou próximo de 0,25% do total de patinetes na operação brasileira, considerado baixo para o setor. A empresa também atua com bicicletas elétricas em cidades como Praia Grande, Maceió, Florianópolis e Vila Velha, somando cerca de 2 mil unidades.
Além dos patinetes
As estações de powerbank somam cerca de 2.500 pontos, com foco em aumentar a frequência de uso do aplicativo. A Jet pretende oferecer serviços que os usuários utilizem com maior regularidade, já com mais de 10 milhões de usuários na base.
A origem da Jet remonta a uma observação de Ilia durante viagem a Singapura, onde patinetes e bicicletas já integravam a mobilidade urbana. A decisão de atuar no Brasil seguiu o mesmo raciocínio de identificar mercados com espaço para escalar rapidamente.
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