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Futuro da cannabis medicinal no país frente à dor crônica e ao emagrecimento

Cannect amplia foco: cannabis como porta de entrada para tratamento integrado de doenças crônicas, incluindo obesidade, sono e metabolismo

Allan Paiotti, CEO da Cannect
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  • Cannect reposiciona a cannabis como parte de uma plataforma de cuidado para doenças crônicas, conectando médicos, pacientes e terapias integradas.
  • A empresa passa a combinar canabinoides com tirzepatida, visando apoio ao tratamento da obesidade e maior adesão aos protocolos.
  • Em dois mil e vinte e cinco, a cannabis medicinal movimentou cerca de setecentos e setenta e um milhões de reais no Brasil, com potencial estimado de até nove bilhões e meio de reais.
  • A Cannect saiu de aproximadamente quinhentos mil reais em 2021 para quase sessenta milhões de reais em volume, com previsão de cerca de setenta e cinco milhões de reais em dois mil e vinte e quatro; possui cerca de sessenta funcionários e hubs na Flórida e em Lisboa.
  • O mercado registra cerca de oitocentos e setenta e três mil pacientes em tratamento em dois mil e vinte e cinco, e menos de um por cento dos mais de seiscentos e trinta mil médicos utiliza cannabis de forma recorrente.

A Cannect, startup paulista, redefine o papel da cannabis medicinal no Brasil ao integrá-la a terapias globais. O executivo Allan James Paiotti destaca que a ambição vai além da planta, mirando cuidado contínuo para doenças crônicas, sono e metabolismo. A visão é transformar o sistema de saúde, não apenas o produto.

Fundada em 2021, a Cannect conecta pacientes a uma rede de 11 mil médicos, opera um marketplace de cannabis e inclui testes genéticos na jornada clínica. O novo modelo amplia o escopo, passando a incorporar diferentes frentes terapêuticas para um cuidado mais integrado.

Cannect como plataforma de saúde integrada

A empresa passa a associar canabinoides a moléculas como tirzepatida, base de Mounjaro, usada no tratamento da obesidade. A ideia não é substituir terapias, mas reorganizá-las para uma jornada contínua, com adesão maior e menos dependência de via única de prescrição.

A operação prioriza continuidade do cuidado e acesso. A sede fica em São Paulo, com cerca de 60 colaboradores e dois hubs logísticos internacionais na Flórida e em Lisboa, para reduzir o tempo entre prescrição e tratamento.

Mercado e financiamento

Em 2025, o mercado de cannabis medicinal no Brasil movimentou cerca de R$ 971 milhões, segundo Kaya Mind. O potencial estimado chega a R$ 9,5 bilhões, mostrando possibilidades, mas ainda maiores barreiras.

A Cannect já atraiu aportes de fundos como Supera Capital, BlueStone e Yaax Capital, totalizando R$ 15 milhões em 2023. O foco é investir na construção de plataformas, não apenas na distribuição de produtos.

Perspectivas e desafios regulatórios

A empresa inaugurou uma farmácia dedicada em Maringá (PR), com farmacêutico responsável e estoque regulado, marcando etapa de padronização no setor. A parceria com a Belcher acelerou a entrada no varejo, com dispensação remota e operação digital.

Embora o acesso esteja se ampliando por importação, farmácias autorizadas e associações, a produção nacional permanece restrita. A regulação, cultivo e cobertura por planos de saúde seguem como entraves significativos.

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