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Golpes do Pix: como se proteger e manter seu dinheiro seguro

Pix bate recordes, mas golpes se tornam mais sofisticados; alerta para limites, verificação de transações e cautela dos usuários

Banco do Brasil lança Pix na Argentina | Reprodução
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  • O Pix somou R$ 35,36 trilhões em transações em 2025, fortalecendo a inclusão bancária no país.
  • A ferramenta é considerada segura, mas golpes envolvendo Pix vêm aumentando e ficando mais sofisticados.
  • Modos comuns: ligações fingindo banco para exigir transferência, pedidos de familiares em redes sociais e falsos códigos QR; há ainda o golpe conhecido como “golpe da mão fantasma” com RAT para instalar apps maliciosos.
  • Responsabilidade não é apenas do usuário: bancos precisam usar tecnologia para detectar golpes antes da transferência e proteger dados.
  • Dicas de segurança: ativar limite noturno do Pix; não deixar o app aberto com o celular desbloqueado; desconfiar de urgência em ligações; confirmar a movimentação por canais oficiais e cancelar se parecer estranha.

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, atingiu 35,36 trilhões de reais em transações em 2025, consolidando-se como ferramenta de inclusão financeira. Embora ofereça rapidez e conveniência, a plataforma também abriu espaço para golpes cada vez mais sofisticados. Especialistas destacam que a segurança depende tanto dos usuários quanto das instituições bancárias.

Para explicar o cenário, o Ministério Público e bancos alertam que as fraudes mais comuns envolvem ligações fingindo ser do banco para forçar transferências, ou pedidos de dinheiro por familiares nas redes sociais. Outra modalidade recorrente é o uso de códigos QR falsos ou aplicativos maliciosos instalados sem o conhecimento do usuário.

Modalidades de golpe

Golpistas costumam se apresentar como representantes do banco e alegar bloqueio da conta para induzir a vítima a transferir fundos para suposta “conta segura”. Em redes sociais, criminosos fingem ser parentes e solicitam dinheiro. Os chamados falsos QR Code também são usados para desviar recursos.

Alguns golpes utilizam tecnologia para ampliar o alcance. O RAT, cavalo de Troia de acesso remoto, instala-se no celular e permite que o criminoso gerencie a conta bancária em tempo real. Nessa linha, o problema não está apenas na vítima, mas na avaliação de links e aplicativos no momento da transação.

Diogo Sersante, diretor regional para a América Latina da Incognia, ressalta que o Pix é seguro por sua infraestrutura, mas a responsabilidade não recai apenas sobre o usuário. Segundo ele, bancos precisam de tecnologia capaz de detectar golpes antes da transferência e sem depender da percepção do cliente.

Dicas para usar Pix com segurança

Ativar o limite noturno do Pix no aplicativo do banco é recomendável. Entre 20h e 6h, o padrão costuma ser 1.000 reais; quem não realiza transferências nesse intervalo pode manter o valor baixo.

Evite deixar o celular desbloqueado com o aplicativo aberto. Em caso de roubo, isso facilita o acesso do fraudador aos dados.

Desconfie de ligações que exijam transferências com urgência para uma suposta conta segura. Em caso de dúvida, desligue e ligue para o número oficial do banco por meio de canais conhecidos.

Caso haja indício de irregularidade em uma transação, cancele a operação e confirme o procedimento por outros meios de comunicação com a instituição.

Pix em números

  • Mais de 170 milhões de pessoas físicas cadastradas, cerca de 80% da população.
  • Mais de 7 bilhões de transações apenas em janeiro de 2026.
  • Mais de 3 trilhões de reais em volume de transações em outubro de 2025.
  • Recorde de 313,1 milhões de transações em um único dia, em 5 de dezembro de 2025.

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