- A Coface alerta que a incerteza provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã atinge empresas e a economia global.
- O cenário atual é mais frágil do que em 2022, quando havia espaço para ajuda governamental e demanda aquecida na retomada pós-pandemia.
- Nos EUA, o nível de insolvências corporativas continua a crescer, já 20% acima dos patamares de 2019.
- Segundo Bruno Fernandes, chefe global de estudos macroeconômicos da Coface, as tesourarias das empresas estão em níveis baixos, reduzindo a margem para absorver choques.
A Coface, seguradora francesa de crédito, alerta que a incerteza gerada pela guerra entre Estados Unidos e Irã está atingindo empresas e a economia global em um momento crítico. O cenário atual é considerado mais frágil do que o observado em 2022, quando houve apoio governamental e demanda aquecida na retomada pós-pandemia.
Segundo a instituição, as insolvências corporativas nos Estados Unidos seguem em alta, com o indicador já 20% acima dos níveis de 2019. O avanço é visto como sinal de aperto financeiro diante de riscos geopolíticos e de juros.
Em visita a São Paulo, Bruno Fernandes, chefe global de estudos macroeconômicos da Coface, destacou ao Valor que os bancos e empresas enfrentam menor margem para absorver choques, em razão de níveis de tesouraria mais baixos. Isso eleva a vulnerabilidade a choques adicionais.
Situação nos EUA e impacto global
O estudo da Coface aponta que a piora na solvabilidade corporativa pode afetar cadeias produtivas e financiamento de projetos, ampliando incertezas para mercados emergentes e desenvolvidos. A seguradora ressalta a necessidade de monitoramento de liquidez e de políticas de apoio prudentes.
Além disso, fatores cambiais, pressões inflacionárias e volatilidade de commodities aparecem como componentes que podem intensificar o eixo de riscos para empresas brasileiras e globais, especialmente em setores com margens apertadas. Publicação entrevistou o executivo na capital paulista.
As informações são baseadas em dados da Coface e na análise de seu time macroeconômico, com foco em tendências de inadimplência, custo de capital e capacidade de absorção de choques por parte de empresas. Fontes locais confirmam a presença de discussions sobre proteção de crédito e gestão de balanços na agenda corporativa.
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