- O Itaú Ventures investiu na startup Minter, que desenvolve data centers móveis para mineração de Bitcoin usando o excedente de produção de energia.
- O aporte financeiro não foi divulgado; o histórico do banco aponta investimentos entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões.
- A Minter, fundada em 2023, instala data centers em contêineres que acomodam até 200 máquinas, com foco na mineração de Bitcoin.
- A empresa já opera uma planta em Xique-Xique, Bahia, com capacidade de 20 MW, com meta de chegar a 40 MW até o fim do ano.
- Até 2029, a Minter mira 500 MW de capacidade, aproveitando o curtailment, prática de reduzir ou interromper a geração de energia quando há excedente.
O Itaú Ventures investiu na Minter, empresa que atua com infraestrutura para mineração de Bitcoin no Brasil. O aporte foi realizado por meio do braço de startups do banco, segundo a divulgação do Pipeline. O valor do investimento não foi informado pelo Itaú.
A Minter foi criada em 2023 e desenvolve data centers móveis baseados em contêineres, capazes de abrigar até 200 máquinas. O foco da plataforma tem sido a mineração de Bitcoin, com modelos flexíveis para diferentes operações.
Operação atual e metas de expansão
Atualmente, a Minter opera uma planta em Xique-Xique, Bahia, com capacidade instalada de 20 MW. A empresa pretende chegar a 40 MW até o final deste ano e atingir 500 MW até 2029, visando monetizar o excedente de energia disponível nas geradoras.
Segundo Stefano Sergole, CEO da Minter, o modelo permite transformar o que seria perdido no curtailment em receita. Curtailment é a redução forçada da geração de energia quando há excedente ou limitações na rede.
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