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Nordeste atrai R$12 bi para hidrogênio verde e mira exportação de energia limpa

Doze bilhões de reais em Morro Pintado, Areia Branca, visam exportação de hidrogênio verde e de seus derivados por terminal portuário

Planta de produção industrial de hidrogênio verde na Alemanha: combustível limpo e promissor
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  • Consórcio brasileiro-alemão investirá 2 bilhões de euros (cerca de R$ 12 bilhões) na construção do polo de hidrogênio verde Morro Pintado, em Areia Branca, Rio Grande do Norte.
  • O complexo terá capacidade de 1.400 megawatts, com produção prevista de cerca de 80 mil toneladas por ano de hidrogênio verde, combinando energia eólica e solar.
  • Terminal portuário próprio deverá viabilizar a exportação, principalmente para mercados europeus, fortalecendo o papel do Nordeste na transição energética.
  • Derivados previstos incluem amônia verde, metanol e ureia, totalizando em torno de 438 mil toneladas anuais, para facilitar o transporte e uso industrial.
  • Licença ambiental estadual foi obtida; ainda não há cronograma definido para conclusão das obras ou início das operações.

O Nordeste recebe um investimento bilionário para produzir hidrogênio verde e exportar energia limpa. O consórcio formado por empresas brasileiras e alemãs investirá 2 bilhões de euros (cerca de 12 bilhões de reais) no Rio Grande do Norte.

O polo Morro Pintado ficará em Areia Branca, litoral norte potiguar. O projeto combina parques eólicos, solares e uma planta de hidrogênio, com foco na exportação de combustíveis de baixo carbono e insumos industriais.

A iniciativa foi anunciada na Hannover Messe, na Alemanha, em meio a um evento que reúne grandes players da transição energética, sinalizando o interesse internacional pelo projeto.

Polo energético com foco em exportação

O complexo integrado terá capacidade de 1.400 megawatts, apoiado por vento e energia solar. A produção prevista é de cerca de 80 mil toneladas anuais de hidrogênio verde.

A região de Mossoró é escolhida pela combinação de ventos fortes e boa radiação, além da proximidade com rotas marítimas estratégicas, facilitando a exportação.

O plano inclui um terminal portuário específico para escoamento da produção para mercados externos, com ênfase na Europa.

Parcerias internacionais e apoio

O consórcio reúne a BGE (Brazil Green Energy) e a GI (Green Investors), junto a Siemens, Thyssenkrupp e Andritz. O governo alemão apoia a iniciativa, alinhado à estratégia de diversificação energética do país.

Espanha e outros países europeus têm interesse em acordos para importação de hidrogênio e derivados, usados para descarbonizar setores pesados.

Cadeia de derivados e viabilidade

Além do hidrogênio, o projeto prevê amônia verde, metanol e, em estágio seguinte, ureia, totalizando cerca de 438 mil toneladas anuais.

Especialistas apontam que derivados facilitam o transporte e uso do hidrogênio em longas distâncias, com a amônia já estabelecida no mercado de fertilizantes.

Cenário regional e cronograma

Outros estados nordestinos também disputam hubs de hidrogênio verde, ampliando o cenário de investimentos no Brasil. A energia renovável coloca o país em posição estratégica.

O projeto já recebeu licença ambiental estadual, mas não há prazo definido para conclusão das obras ou início das operações.

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