- O Ibovespa caiu 1,65% e fechou abaixo de 193 mil pontos; na semana, a queda é de 1,45%, e no mês o índice subiu 2,9% (ano up 19,7%).
- O giro financeiro do Ibovespa ficou em R$ 20,4 bilhões, 12% acima da média dos últimos 12 meses.
- O mercado continua de olho no Estreito de Ormuz, com a possibilidade de um cessar-fogo entre EUA e Irã parecendo incerta e o petróleo acima de US$ 100 por barril.
- A Petrobras não consegue sustentar o Ibovespa; altas do petróleo não compensam a aversão ao risco e o cenário macro com incerteza sobre o fornecimento.
- O dólar à vista ficou em R$ 4,97; na semana o câmbio segue estável, com queda de 0,2% na semana, e o mês acumula queda de quase 4% (ano, -9,4%).
O Ibovespa fechou em queda de 1,65%, abaixo de 193 mil pontos, com o pregão marcado pela incerteza sobre o impacto do conflito no Estreito de Ormuz. O mercado reconhece que o cessar-fogo entre EUA e Irã não basta para interromper o choque de oferta de energia. A sessão também refletiu dúvidas sobre a retomada da produção no curto prazo.
A percepção de risco reduzida tem sido limitada pela continuidade da crise marítima em Ormuz. O petróleo permanece acima de US$ 100 por barril, sustentando a aversão a ativos de risco. O giro financeiro do Ibovespa atingiu R$ 20,4 bilhões, 12% acima da média de 12 meses.
O desempenho da Petrobras, antes visto como ponte para o Ibovespa, não tem sustentado o índice. Investidores destacam incertezas sobre quanto tempo o petróleo ficará elevado, como a empresa repassará custos e qual será o impacto de políticas inflacionárias sobre seus resultados.
Contexto de risco e impactos
O dólar à vista ficou em R$ 4,97, estável, com queda semanal de 0,2% e recuo mensal próximo de 4%. Em Nova York, a reação aos resultados corporativos percebeu-se contida, refletindo o ambiente de maior risco. A avaliação é de que o cenário global favorece ajustes de carteira mais conservadores.
O mercado acompanha a possibilidade de um acordo mais amplo entre EUA e Irã, mas a defesa de posições permanece, e o fluxo no estreito continua praticamente zerado. A incerteza sobre Ormuz alimenta o racionamento de petróleo e as pressões inflacionárias, reduzindo o apetite por ações de risco.
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