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Por que o magnata bilionário do K-pop por trás do BTS pode ser preso

Polícia sul-coreana solicita mandado de prisão contra Bang Si-hyuk, criador do BTS, por suposta fraude anterior à abertura de capital da Hybe; ele nega irregularidades

A empresa de Bang, a Hybe, também está por trás de outros grandes nomes do K-pop, incluindo Seventeen, Le Sserafim e Katseye - (crédito: Getty Images)
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  • Bang Si-hyuk, criador do BTS, pode ser preso por acusação de fraude relacionada à abertura de capital da Hybe, avaliada em US$ 7,3 bilhões.
  • A polícia sul-coreana pediu ao Ministério Público que solicite ao tribunal um mandado de prisão contra Bang, sob a acusação de ter induzido investidores ao erro em 2019.
  • Segundo as autoridades, ele teria feito investidores e fundos de private equity acreditarem que não haveria abertura de capital, levando a venda de ações da Hybe a um fundo com o qual teria vínculos.
  • A acusação aponta que Bang teria recebido cerca de 200 bilhões de won (aproximadamente R$ 680 milhões) em participação nos lucros ilícitos quando o fundo vendeu sua participação após o IPO.
  • A Hybe nega irregularidades, informou ter divulgado o acordo aos responsáveis pela oferta pública inicial, que teriam orientado que a divulgação não seria necessária; as ações da Hybe caíram 2,3% no fechamento de terça-feira.

Bang Si-hyuk, criador do BTS e magnata do K-pop, é alvo de uma possível ordem de prisão por suposta fraude antes da abertura de capital da Hybe, avaliada em cerca de 7,3 bilhões de dólares. A polícia sul-coreana pediu ao Ministério Público que solicite ao tribunal o mandado, com base em indícios de astroicidade entre investidores e a empresa. Bang nega irregularidades.

Segundo a investigação, Bang teria manipulado informações para levar investidores a vender ações da Hybe a um fundo de private equity vinculado a ele, recebendo posteriormente cerca de 680 milhões de reais em participação de lucros quando o fundo vendeu a participação após a abertura de capital. A Hybe afirma ter fornecido documentos aos reguladores e que a divulgação não era necessária, e Bang também afirma não haver irregularidades.

Na terça, advogados de Bang lamentaram o pedido de prisão e reforçaram a cooperação com as autoridades. Enquanto isso, as ações da Hybe caíram 2,3% no fechamento, e o Kospi subiu 2,7%, com as ações de outros grandes conglomerados do K-pop registrando quedas.

Acusações de negociação ilegal

  • A investigação envolve alegações de acordos de divisão de lucros com fundos de private equity realizados antes do IPO, sem divulgação pública adequada.
  • Autoridades indicam que Bang recebeu aproximadamente 30% dos lucros resultantes de operações consideradas ilícitas, estimados em cerca de 200 bilhões de won.
  • A Hybe sustenta que o acordo foi encaminhado aos responsáveis pela oferta pública e que não houve necessidade de divulgação.
  • Bang nega irregularidades e reforça cooperação com o processo.

Contexto regulatório na Coreia do Sul

  • O regulador financeiro abriu apuração em dezembro de 2024 sobre possíveis práticas de divisão de lucros envolvendo o IPO da Hybe.
  • O governo criou, recentemente, uma força-tarefa para investigar negociações ilegais com políticas de tolerância zero à manipulação de ações.
  • Casos envolvendo executivos de alta relevância já foram registrados, incluindo líderes de grandes grupos empresariais, com desfechos variados.

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