- Warren Patterson, diretor de estratégia de matérias primas da ING, afirma que, se o fornecimento de petróleo não retomar na próxima semana, os preços devem subir ainda mais.
- O Brent está próximo de US$ 100 por barril, com o mercado subestimando a gravidade do choque energético e os ajustes na demanda.
- A previsão base da ING aponta para uma recuperação gradual dos fluxos de petróleo no segundo trimestre, com déficits recorrentes até o fim do ano por causas logísticas e de infraestrutura.
- Em termos de preço, a ING projeta média de US$ 96 por barril no segundo trimestre e US$ 88 por barril no quarto trimestre, dependendo da evolução do fornecimento.
- Em cenário extremo, se as negociações falharem e as interrupções persistirem, o Brent pode chegar a US$ 150 por barril ou mais.
Warren Patterson, diretor de estratégia de matérias-primas do banco ING, afirma que, se o fornecimento de petróleo não começar a se recuperar na próxima semana, os preços subirão bastante. A análise é a partir de Singapura, diante do Brent perto de 100 dólares o barril.
O estrategista diz que o mercado subestima a magnitude do choque energético. Ele aponta que a escassez já afeta Ásia, com impactos como cancelamentos de voos. O preço futuro do Brent diverge do físico, sugerindo desconexão entre telas e situação real.
Estado atual do mercado
Patterson explica que o Brent à vista está em torno de 100 dólares, enquanto o brent a prazo chegou a 140 há semanas. O desgaste da oferta pode exigir ajustes no preço caso não haja retorno rápido de suprimento.
Cenário e projeções
O cenário base é de retomada gradual dos fluxos no segundo trimestre, iniciando na próxima semana. Prevê-se reforço gradual do fornecimento, com déficits até o fim do ano devido a infraestrutura danificada e gargalos logísticos.
O prognóstico para preços aponta média de 96 dólares no segundo trimestre e 88 dólares no quarto trimestre, condicionados a avanços reais. Em caso de falha nas negociações, o Brent pode superar 150 dólares o barril.
Risco e desdobramentos
A possibilidade de novas interrupções, como ataques a exportações sauditas ou fechamento de Ormuz, eleva a percepção de risco. Mantém-se, porém, a expectativa de uma prima de risco que vá se reduzindo com o tempo conforme o cenário se normaliza.
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