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Ações de tecnologia caem na B3 e abrem espaço para commodities

Ações de tecnologia recuam na B3 no primeiro trimestre de 2026, enquanto setores de energia e commodities sobem até 161%, impulsionados pela alta do petróleo

Fim do rali das big techs? Ações de tecnologia caem na B3 e abrem espaço para commodities — Foto: Getty Images
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  • No primeiro trimestre de 2026, BD Rs (recebíveis negociados na B3 que representam ações estrangeiras) registraram queda entre as sete grandes de tecnologia, enquanto ações de commodities e energia tiveram desempenho positivo.
  • A Fastly Inc valorizou 161,78% e ficou em primeiro lugar na rentabilidade; a LyondellBasell subiu 83,15%.
  • O aumento do preço do barril de petróleo, impulsionado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, ajudou a elevar a receita e as margens de lucro de petroleiras e de parte da cadeia de energia.
  • Entre as sete magníficas, todas as ações apresentaram queda no período, com a Microsoft registrando a maior desvalorização, de 27,54%.
  • O analista sugere que investidores podem abrir oportunidade em ações fora do radar, familiares a empresas conhecidas, com boa margem de segurança.

Em meio a um cenário de cautela nos mercados globais, os BDRs negociados na B3, que representam ações de empresas estrangeiras, apresentaram no primeiro trimestre de 2026 um quadro cruzado: tecnologia em queda versus commodities e energia em alta. O índice das sete grandes de tecnologia mostrou desempenho negativo no período.

Entre os destaques de rentabilidade, empresas ligadas a energia e commodities saltaram, em contrapartida, aos olhos dos investidores. Fastly Inc (F1SL34) liderou com alta de 161,78%, seguida pela petroquímica LyondellBasell (L1YB34), com avanço de 83,15%. Esses movimentos destacam a influência de fatores setoriais sobre o desempenho dos BDRs.

Contribuiu para o efeito a volatilidade geopolítica, com o conflito entre Estados Unidos e Irã elevando o preço do barril de petróleo. Analista da Suno Research aponta que o aumento do valor da commodity tende a ampliar receitas e margens de lucro de petroleiras e de empresas ligadas à cadeia de energia, impactando positivamente o negócio de quem atua nesses segmentos.

O tombo das sete magníficas

No primeiro trimestre de 2026, as ações representadas pelos BDRs das sete grandes de tecnologia registraram queda em todas as empresas listadas. O recuo foi mais acentuado para a Microsoft, com queda de 27,54% de janeiro a março. Outros papéis seguiram em baixa:

  • Amazon AMZO34: -15,22%
  • NVIDIA NVDC34: -11,36%
  • Apple AAPL34: -11,69%
  • Alphabet GOGL34: -13,57%
  • Tesla TSLA34: -22,48%
  • Meta M1TA34: -19,38%

O analista avalia que a menor confiança se deve aos investimentos de longo prazo em Inteligência Artificial, com retorno de curto prazo ainda incerto, além de tensões sobre o fomento de gastos em tecnologia.

Oportunidades fora dos holofotes

Segundo a análise, investidores costumam concentrar recursos em empresas familiares e de maior visibilidade, o que pode limitar a percepção de oportunidades em ativos menos cobertos pelo mercado. A gestão de recursos pode não refletir todo o potencial de companhias menos conhecidas, com boas margens e fundamentos sólidos.

A leitura sugere cautela na hora de buscar apenas nomes populares. O recorte por setores revela que empresas com exposição a energia e commodities apresentaram desempenho superior no trimestre, independentemente da dimensão de marca.

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