- American Airlines estima que o custo do combustível jet neste ano será de US$ 4 bilhões, reduzindo as previsões de lucro.
- A crise de combustível causada pelo conflito no Oriente Médio entre EUA e Irã pode levar a empresa a prejuízos em 2026.
- O preço do jet fuel dobrou desde o início do conflito, deixando as companhias expostas pela falta de hedge em muitas delas.
- A empresa planeja repassar parte dos custos com aumento de tarifas, mantendo a projeção de melhoria de receita doméstica e crescimento de clientes corporativos.
- Nos primeiros três meses de 2026, a American Airlines registrou receitas de US$ 13,9 bilhões, com o jet fuel nos EUA em cerca de US$ 4 por galão.
O preço do combustível de aviação deve custar à American Airlines cerca de US$ 4 bilhões neste ano, informou a companhia. A métrica pode zerar o lucro previsto para 2026.
A empresa, maior do mundo em passageiros, afirma que a crise de combustível decorrente do conflito no Oriente Médio pode levar à operação com prejuízo neste ano, após ter projetado lucro próximo de US$ 1,8 bilhão antes dos ataques.
O preço do jet fuel mais que dobrou desde o início do conflito no fim de fevereiro. Enquanto muitas companhias europeias fizeram hedge, prendendo o preço por meses ou anos, as norte-americanas ficaram expostas à alta.
A American Airlines pretende compensar parte dos custos com tarifas mais altas, destacando que a orientação revisada assume melhoria de receita doméstica, crescimento de volumes com clientes corporativos e a capacidade de repassar parte dos preços elevados do combustível.
A companhia superou previsões no primeiro trimestre de 2026, com receita recorde de US$ 13,9 bilhões. O preço do jet fuel nos EUA fica pouco abaixo do europeu, em torno de US$ 4 por galão.
A nível global, outras transportadoras já enfrentam ajustes de tarifas para combustível, como a Virgin Atlantic, que adicionou suplementos a partir de £50 na classe econômica em voos de longa distância.
Expectativa de demanda e disponibilidade de combustível
Ainda que haja pressões de demanda, a confiança do consumidor pode limitar a reação de tarifas mais altas. A disponibilidade de combustível permanece incerta, com visibilidade de seis semanas no Reino Unido e riscos maiores devido ao estreito de Hormuz e bloqueios regionais.
Autoridades trabalham em medidas de contingência, incluindo redução de impostos e flexibilização regulatória para voos noturnos, retenção de slots e compensação de passageiros caso haja desabastecimento.
A Agência Internacional de Energia reforçou alertas de que a Europa pode enfrentar mais interrupções neste verão se não encontrar novas fontes de suprimento nos EUA e na Nigéria. A Lufthansa cancelou voos curtos nesta semana por custos de combustível.
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