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Bizum europeu e IA mudam o comércio: chaves para o futuro dos pagamentos

Interoperabilidade e soberania orientam o futuro dos pagamentos na Europa, com Bizum como eixo de conectividade e IA fortalecendo segurança

Juan José Gutiérrez, director corporativo de pagos de Cecabank, Francisco Rodríguez, director del área financiera y digitalización de FUNCAS y Gorka Briones, socio responsable de estrategia e innovación de Deloitte.
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  • Espanha é apontada como referência internacional em pagamentos, com infraestrutura sólida e alto nível de cooperação entre os agentes do setor.
  • Transferências instantâneas já superam a média europeia no país, representando mais de 70% do total, contra 33% na média da União Europeia.
  • Bizum figura como elemento central, com mais de 31 milhões de usuários e mais de 120 mil comércios online que o aceitam.
  • A interoperabilidade entre soluções privadas e públicas é vista como essencial para a soberania europeia em pagamentos.
  • Inteligência artificial é destacada como pilar para reduzir fraudes, ampliar a hiperpersonalização e apoiar o surgimento do comércio agêntico, com papel relevante da regulação para a confiança no sistema.

Del Bizum europeo al comercio con IA: claves para el futuro de los pagos

A transformação do ecossistema de pagamentos avança rápido na Europa. A interoperabilidade entre sistemas, cooperação entre atores e soberania europeia aparecem como pilares para um mercado unificado, conforme a IV jornada El futuro de los pagos en Europa, promovida pela Cecabank e CincoDías.

A reunião destacou que Espanha atua como laboratório de inovação. Executivos ressaltaram a solidez das infraestruturas nacionais e a elevada cooperação entre bancos, operadoras e plataformas de pagamento, fortalecendo o ecossistema doméstico.

As transferências instantâneas aparecem entre os motores da mudança. A adoção no país supera a média europeia, com mais de 70% das transferências sendo instantâneas, segundo dados apresentados. O desafio futuro envolve ampliar, automatizar e integrar pagamentos corporativos.

Bizum está no centro do modelo espanhol e busca escalar para o contexto europeu. A plataforma já soma mais de 31 milhões de usuários e mais de 120 mil comercios online. A interoperabilidade com soluções semelhantes é apontada como essencial para a soberania de pagamentos.

A próxima etapa envolve o equilíbrio entre inovação, segurança e experiência do usuário. A interoperabilidade é vista como elemento-chave para a autonomia estratégica, com a necessidade de manter a confiança ao lado da usabilidade.

IA e segurança

A segunda mesa destacou os reflexos tecnológicos, com ênfase na inteligência artificial e no comércio agêntico, em que assistentes digitais participam de decisões de compra. A IA é apresentada como pilar para frear fraudes, oferecer hiperpersonalização e impulsionar novas formas de pagamento.

A IA já contribui para reduzir ataques financeiros e promete evoluções na experiência do usuário. Regulamentação europeia foi citada como fator crucial para manter confiança e estabilidade do sistema, sem comprometer a usabilidade.

O papel das entidades

Interessados no tema ressaltaram a necessidade de soluções cada vez mais sofisticadas para atender hábitos dos consumidores. A confiança, aliada à boa experiência, aparece como base para a evolução do sistema de pagamentos, segundo executivos de empresas de cartão, bancos e redes de pagamento.

A visão de soberania passa pela revisão de modelos existentes. Há quem defenda manter cartões domésticos como parte da estratégia, enquanto outros veem a necessidade de novas estruturas para a autonomia do setor.

Sector estratégico

O debate ressaltou o caráter geoestratégico dos sistemas de pagamento frente a tensões geopolíticas. A fragmentação atual é vista como risco para a resiliência, levando países a considerar soluções paralelas e domésticas para maior controle.

A Europa busca soberania por meio de soluções privadas paneuropeias conectando pagamentos domésticos, e também avalia o euro digital para uso retail. Há preocupação com a possível fragmentação excessiva entre países.

Visão de especialistas

Especialistas destacaram que, apesar da fragmentação, a base comum do sistema SEPA facilita a inovação. A interoperabilidade entre iniciativas privadas e públicas é apontada como caminho para uma resposta europeia unificada, segundo analistas consultados.

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