- Em 2025, brasileiros movimentaram R$ 505,5 bilhões em criptoativos, alta de 21,5% em relação a 2024, segundo a Receita Federal.
- Stablecoins lastreadas em dólar dominaram o volume, respondendo por 71% do total (R$ 361,6 bilhões); USDT e USDC tiveram desempenhos expressivos.
- USDT movimentou R$ 326,8 bilhões (+26,5%) com quase 30 milhões de operações; USDC atingiu R$ 33 bilhões (+124,6%) com cerca de 180% mais operações.
- Pax Gold (PAXG) teve volume de quase R$ 100 milhões, alta superior a 600% e número de operações (+131%), sinalizando busca por proteção dentro do cripto.
- Bitcoin (BTC) caiu a R$ 47,9 bilhões (-16,4%), representando 10% do total e com 11% menos operações, em meio à desvalorização do ativo em dólar.
O mercado de cripto no Brasil cresceu em 2025, segundo dados da Receita Federal. Movimentaram-se R$ 505,5 bilhões, alta de 21,5% frente a 2024. O avanço ocorreu com operações de maior valor e mudança no mix de ativos, com queda do Bitcoin.
Rotação de ativos ganha espaço
Stablecoins lastreadas em dólar lideraram o volume, respondendo por 71% do total, ou R$ 361,6 bilhões. O USDT movimentou R$ 326,8 bilhões, aumento de 26,5% e quase 30 milhões de transações, ante 10 milhões em 2024. O USDC cresceu 124,6%, para R$ 33 bilhões, com operações pulverizadas.
Pelo lado do ouro digital, o Pax Gold (PAXG) saltou mais de 600% no volume, para quase R$ 100 milhões, com crescimento de 131% no número de operações. A busca por proteção dentro do ecossistema cripto mostra diversificação de ativos.
BTC perde espaço relativo, registrando queda de 16,4% no volume, para R$ 47,9 bilhões, o que representa 10% do total de criptoativos em 2025. O número de operações com a criptomoeda também caiu, em linha com a desvalorização em dólar.
Entre as altcoins, o XRP teve alta expressiva de 188% no volume, enquanto ETH e SOL cresceram 19% e 26%, respectivamente. A rotação de capital reduz a participação de ativos consolidados para favorecer nomes com uso específico e maior foco institucional.
Especialistas apontam que investidores migraram recursos de criptos mais tradicionais para ativos com aplicações mais segmentadas. Redes como Ethereum e Solana passaram a atuar mais em emissões de stablecoins, enquanto o XRP facilita liquidações entre instituições.
Entre na conversa da comunidade