- Assembleias gerais aprovaram aporte de R$ 8,8 bilhões ao BRB, com prazo até 29 de maio para incorporação de recursos.
- O banco avalia várias opções para integralização do capital, incluindo empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito, uso de imóveis aprovados pela Lei nº 7.845/2026, securitização da dívida ativa do GDF e venda de participação em subsidiárias.
- O controlador (GDF) é quem deve captar o empréstimo; a Procuradoria apontou interpretações legais, mas afirmou não haver problema com o crédito.
- A instituição registrou em balanço um rombo de R$ 8,8 bilhões e busca levantar R$ 6,6 bilhões via empréstimo, com ativos como garantia, incluindo dívida ativa do GDF estimada em R$ 52 bilhões.
- A auditoria forense identificou falhas na capitalização anterior e na originação de ativos do Master; o BRB esclarece que o balanço ainda será publicado e que seguirá trabalhando para fortalecer o banco.
O BRB recebeu aprovação para aportar 8,8 bilhões de reais, em Assembleia Geral Extraordinária realizada recentemente. O presidente Nelson Antônio de Souza afirmou que a medida visa recuperar a solidez da instituição até 29 de maio, com capitalização em foco.
O dirigente explicou que os recursos podem vir de diversas frentes, incluindo empréstimo com o FGC, uso de imóveis previstos pela Lei 7.845/2026, e possíveis garantias com ativos do GDF. A gestão busca alternativas para integralizar o aporte.
A assembleia aprovou o aporte, que envolve estruturação de crédito, venda de participação de subsidiárias e uso de ativos do BRB ou do GDF como lastro. O objetivo é fortalecer o capital e manter o BRB como instituição pública.
Fontes de financiamento e garantias
Segundo o presidente, o foco é obter o empréstimo com o FGC, com garantias como a dívida ativa do GDF, estimada em 52 bilhões de reais, além de imóveis e ações do GDF que possam compor garantias. A governança reforça conformidade legal e gestão de riscos.
O BRB também avalia securitizar ativos da dívida ativa do GDF, além de utilizar imóveis aprovados pela lei para compor um Fundo de Investimento. Em paralelo, há negociação com a Quadra Capital para gestão de ativos e emissão de créditos.
O banco informou que a auditoria forense, conduzida pela Machado Meyer e pela Kroll, analisou a capitalização de 2024, as transações de compra de carteiras e a origem de contribuições, com encaminhamentos encaminhados a autoridades competentes. O BRB não comenta sobre decisões da Procuradoria.
Sobre o balanço, o BRB informou que a provisão soma 8,8 bilhões de reais, com objetivo de consolidar a solvência. O grupo destaca que a carteira Master envolve riscos e que parte dos ativos está sob avaliação de governança e compliance.
O presidente ressaltou o compromisso com a integridade das operações, afirmando que o BRB continua sendo a instituição pública de Brasília, com foco em transparência e responsabilidade. A publicação do balanço atualizado está prevista para 30 de maio.
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