- Heineken registrou queda de 0,8% nos volumes de cerveja no primeiro trimestre, indo a 53,6 milhões de hectolitros, ante 54,1 milhões no mesmo período de 2025.
- A companhia manteve a previsão anual, esperando crescimento entre 2% e 6% do lucro operacional excluindo itens excepcionais, com base na suposição de perturbação temporária do comércio mundial de energia.
- O CEO Dolf van den Brink afirmou que o comércio mundial está mais complexo e instável, impactando disponibilidade e custos de energia e possivelmente a confiança dos consumidores a médio prazo.
- Marcas com baixo teor alcoólico ou sem álcool tiveram desempenho positivo no trimestre, com volumes cerca de 10% maiores.
- A empresa emprega cerca de 87 mil pessoas no mundo; o lucro líquido anual foi de € 2,7 bilhões, alta de 4,9% (sem efeitos cambiais); Van den Brink anunciou sua saída da presidência em janeiro.
Heineken divulgou nesta quinta-feira uma queda de 0,8% nos volumes de cerveja no primeiro trimestre, alcançando 53,6 milhões de hectolitros, frente a 54,1 milhões no mesmo período de 2025. A empresa aponta um cenário de comércio mundial mais complexo e instável, que afeta disponibilidade e custos de energia em vários mercados.
Segundo a gestão, as condições de mercado têm elevando pressões inflacionárias, o que pode impactar a confiança do consumidor no médio prazo. A companhia já vinha enfrentando dificuldades, incluindo a decisão anunciada em fevereiro de reduzir entre 5.000 e 6.000 empregos nos próximos dois anos. A Heineken emprega cerca de 87.000 pessoas globalmente.
Liderança e estratégia
No início do ano, Dolf van den Brink deixou o cargo de CEO após quase seis anos à frente da empresa, mantendo a visão de que o setor cervejeiro permanece atraente a longo prazo e que a Heineken pode capturar crescimento sustentável.
Apesar das dificuldades, a Heineken manteve as previsões para o ano, esperando um crescimento de 2% a 6% do lucro operacional, excluindo itens excepcionais e amortizações. A empresa também disse que as previsões dependem de uma recuperação temporária, não prolongada, do comércio mundial de energia.
Desempenho de produtos com baixo teor alcoólico
As marcas com baixo teor alcoólico ou sem álcool tiveram bom desempenho no primeiro trimestre, com volumes aumentados em cerca de 10%. A Heineken não divulga mais o lucro líquido trimestral, apresentando essa métrica apenas nos relatórios semestrais e anuais. O relatório anual divulgado em fevereiro apontou lucro líquido de 2,7 bilhões de euros, alta de 4,9% ante o ano anterior, desconsiderando efeitos cambiais.
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