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Confia na IA para fazer a declaração de IR? Prós e contras

Especialistas: IA pode apoiar na declaração do IRPF, mas não substitui o processo; riscos incluem erros, privacidade e dados desatualizados

Una persona realiza el borrador de la declaración de la renta el pasado 8 de abril
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  • A partir de 8 de abril, contribuintes podem fazer a declaração do IRPF, mas especialistas dizem que a IA não deve declarar tudo sozinha nem substituir o trabalho humano.
  • Especialistas apontam que a IA pode ajudar como apoio, por exemplo para consultas fiscais ou organização de documentos, desde que usada de forma responsável.
  • A IA ainda é vista como inadequada para elaborar completamente a declaração, sendo recomendada apenas para aspectos específicos como critérios de deduções ou consultas a jurisprudência.
  • Entre os entraves estão falhas (alucinações), variabilidade de respostas conforme a forma de perguntar, falta de atualizações rápidas de regras fiscais e questões de privacidade de dados.
  • A Agência Tributária utiliza IA apenas como ponto de partida em parte de avisos, e especialistas alertam que a IA não substitui profissionais, podendo, no futuro, impactar cargos de início de carreira.

Desde 8 de abril, contribuintes têm a opção de utilizar a IA para auxiliar na declaração de IRPF. Especialistas dizem que a tecnologia é útil como ferramenta, mas não deve substituir o processo completo por erros potenciais.

Soledad Fernández, diretora da Agência Tributária, afirmou que não se arriscaria a depender do ChatGPT para a declaração. Ela destaca que a equipe continua priorizando ferramentas de informação, assistência e apoio técnico.

Segundo Enrique García, CEO da TaxDown, a IA pode organizar a vida fiscal e facilitar consultas, mas exige uso responsável. Ele recomenda aplicá-la para perguntas fiscais e processamento de documentos, não para o preenchimento integral.

Limitações técnicas e qualidade das respostas

Francisco Serantes, da Aedaf, afirma que a IA ainda está em estágio inicial para realizar toda a declaração. Recomenda consultar julgados e orientações administrativas sobre deduções específicas, ao usar a tecnologia.

Ambos destacam que modelos de linguagem podem apresentar alucinações ou informações incorretas, dependendo de como são formuladas as perguntas. Orientação prática é fornecer prompts bem claros para obter respostas mais consistentes.

Dados e privacidade

Os especialistas destacam que a IA não detém todas as informações necessárias para o IRPF, que muda rapidamente. Detalhes como a região de residência e a atividade profissional influenciam as deduções disponíveis.

Também há preocupação com privacidade: inserir dados pessoais em IA implica riscos de uso indevido ou inadvertido. A recomendação é avaliar cuidadosamente como os dados serão tratados pelo modelo.

Posicionamento da Administração Tributária

A Agência Tributária utiliza IA apenas como ponto de partida para alguns avisos e checagens, como possíveis erros em rendimentos do trabalho no Renta Web ou comunicações a potenciais não declarantes. A ferramenta na web é considerada suficientemente válida pelos técnicos.

Impacto no trabalho dos profissionais

A irrupção da IA não substituirá por completo os profissionais da área. Em algumas funções, pode alterar tarefas, especialmente para trabalhadores juniores. A orientação é integrar IA com supervisão humana para mitigar riscos.

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