- Os Correios já iniciaram conversas com bancos para uma nova captação de recursos ainda em 2026, mas o valor pode ficar abaixo dos R$ 8 bilhões previstos no plano de reestruturação.
- O presidente Emmanoel Rondon afirmou que a necessidade de caixa está sendo calculada para não deixar recursos ociosos.
- A receptividade do sistema financeiro a um novo empréstimo está maior do que em 2025, devido a um plano de reestruturação mais consistente e ações em implementação.
- O governo prevê crédito de até R$ 8 bilhões para os Correios, dentro do teto anual de novas operações com garantia da União, para concluir o financiamento de R$ 20 bilhões em 2026.
- A estatal espera retomar a lucratividade em 2027, com a maturação gradual das medidas do plano de reestruturação.
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou nesta quinta-feira que a estatal iniciou discussões com bancos para uma nova captação de recursos ainda neste ano. O valor previsto pode ficar abaixo dos R$ 8 bilhões iniciais do plano de reestruturação.
Ele afirmou que a decisão leva em conta a proteção de fluxo de caixa da receita e a necessidade temporal da companhia. Rondon destacou que talvez não haja necessidade de captar muito recurso agora para não deixar capital parado.
Segundo o presidente, a receptividade do sistema financeiro para um novo empréstimo está maior do que no ano passado, devido ao plano de reestruturação mais sólido e às medidas já em implementação.
Condições de financiamento e contexto
O governo federal autorizou uma operação de crédito de até R$ 8 bilhões para os Correios, dentro do teto anual de novas operações com garantia da União. A medida faz parte do objetivo de financiar o plano de R$ 20 bilhões para a estatal em 2026.
O crédito anterior de 12 bilhões, contratado no ano passado com garantia da União, já compõe parte do financiamento. A autorização foi formalizada por resolução do Conselho Monetário Nacional.
Rondon reiterou a expectativa de retornar à lucratividade em 2027, com avanço das ações do plano de reestruturação e melhoria gradual dos resultados operacionais. Ele ressaltou que grande parte das ações tem tempo de maturação.
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