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Correios captam R$ 12 bi e buscam mercado para novo empréstimo

Correios buscam novo empréstimo de até R$ 8 bilhões com garantias da União, após captação de R$ 12 bilhões, na reestruturação que prevê fechamento de agências

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  • O CNM autorizou os Correios a captar até R$ 8 bilhões em empréstimos, em negociação com bancos para o plano de reestruturação.
  • O presidente Emmanoel Rondon afirma que não haverá necessidade de usar integralmente os R$ 8 bilhões, apontando maior liquidez da empresa.
  • No fim de 2025, os Correios captaram R$ 12 bilhões em crédito para assegurar liquidez imediata, quitar obrigações e recuperar credibilidade.
  • As duas operações de crédito contam com garantia da União, com o Tesouro Nacional cobrindo eventuais inadimplências.
  • Entre as medidas, estão leilões de imóveis ociosos para gerar cerca de R$ 1,5 bilhão, reabertura do PDV com 3.181 aderentes, renegociação de passivos judiciais e fechamento de 16% das agências.

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou nesta quinta-feira (23) que a estatal segue negociando com bancos a captação de um empréstimo adicional como parte do plano de reestruturação financeira. O CNM autorizou, em fevereiro, a contratação de até R$ 8 bilhões em crédito.

Apesar do montante autorizado, Rondon disse que não há necessidade, no momento, de usar integralmente os R$ 8 bilhões. Ele ressaltou que as medidas já adotadas proporcionaram fôlego de liquidez à empresa, o que pode reduzir o valor a ser contratado.

Como primeira fase do Plano de Reestruturação, os Correios captaram R$ 12 bilhões em crédito com um pool de bancos no fim de 2025. Os recursos garantiram liquidez imediata para normalizar o fluxo financeiro, quitar obrigações em atraso e recuperar credibilidade.

As operações de crédito contam com garantia da União, com o Tesouro Nacional cobrindo eventual inadimplência dos Correios.

Medidas adicionais do plano

Entre as medidas estruturais em curso estão leilões de imóveis sem uso operacional, que devem gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias, contribuindo para o reequilíbrio do caixa.

O PDV (Programa de Demissão Voluntária) foi reaberto em janeiro de 2026. A expectativa inicial era de 10 mil desligamentos, mas 3.181 funcionários aderiram, o que representa 30% do público-alvo.

O plano também prevê o reequilíbrio do plano de saúde, renegociação de passivos judiciais e o fechamento de 16% das agências da empresa.

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