- O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que a estatal avalia nova captação em 2026, que pode ficar abaixo de oito bilhões de reais.
- O plano de reestruturação fiscal e financeiro prevê redução de dívidas e liquidez, com partes do dinheiro já asseguradas por ações implementadas.
- Em 2026, bancos devem estar mais dispostos a emprestar à estatal, segundo Rondon, devido ao processo de reestruturação.
- A empresa realizou demissão voluntária de 3.748 funcionários, abaixo da meta de dez mil, e reduziu 68 unidades de atendimento previstas.
- Em dezembro, os Correios fecharam contrato de empréstimo de 12 bilhões de reais com cinco bancos, garantido pela União, para vigência de quinze anos.
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou nesta quinta-feira que a estatal avalia a necessidade de nova captação de recursos em 2026. O valor pode ficar abaixo dos R$ 8 bilhões estimados anteriormente, conforme o plano de reestruturação fiscal e financeira apresentado pela companhia.
Rondon destacou que pode não valer a pena captar grande soma agora se houver dinheiro em caixa que não consegue ser utilizado de imediato. Ainda assim, ações implementadas pela empresa trouxeram liquidez e conforto financeiro relevantes para o período.
Para o presidente, os bancos deverão estar menos resistentes a novos empréstimos em 2026 devido ao plano em curso. A empresa já adesionou ao programa de demissão voluntária com 3.748 funcionários, menos da metade da meta de 10.000 anunciada em dezembro, e reduziu 68 unidades.
Captação, dívida e planos de ajuste
Em dezembro, os Correios firmaram um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa. O acordo tem vigência de 15 anos e garantia da União, reduzindo o risco para as instituições.
O objetivo inicial do plano de recuperação fiscal era captar até R$ 20 bilhões com bancos. A meta deixou um deságio de R$ 8 bilhões para completar as contas, considerando o fluxo de caixa atual e as medidas de redução de custos.
Os números de 2025 mostram prejuízo líquido de R$ 8,5 bilhões, contra R$ 2,6 bilhões no ano anterior. O resultado foi recorde na série histórica desde o Plano Real. A gestão informou que o saldo negativo ficou aquém do esperado pela equipe que assumiu a companhia em setembro.
A gestão indicar que 2026 será um ano de muitos ajustes para retomar a lucratividade em 2027. O plano de recuperação fiscal foi apresentado em 29 de dezembro de 2025, com estimativas de ganhos progressivos ao longo dos anos seguintes.
As informações sobre o tema foram acompanhadas pelo Poder360, que também reportou medidas já anunciadas pelos Correios para reorganização, incluindo cortes de estrutura e revisão de custos.
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